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Acordo automotivo entre Brasil e Argentina é ampliado com tarifa zero para autopeças

Decreto também flexibiliza as condições de acesso ao mercado entre os dois países para ônibus, vans e caminhões com até cinco toneladas

17 jun 2025 - 17h43
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BRASÍLIA - O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira, 17, um decreto que amplia o acordo automotivo entre Brasil e Argentina. O texto flexibiliza as condições de acesso ao mercado entre os dois países para ônibus, vans e caminhões com até cinco toneladas. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça.

O decreto também retoma a redução a zero das tarifas de importação de autopeças não produzidas no País. Em contrapartida, as empresas que utilizarem o benefício ficam obrigadas a investir 2% do valor dessas importações em pesquisa, inovação ou programas industriais prioritários para o setor automotivo.

O documento incorpora à legislação brasileira o 46º Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 14. O protocolo foi firmado entre os dois países em 29 de abril deste ano, a partir de negociações que envolveram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), conduzido por Alckmin como ministro, e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Por sua vez, o ACE-14, que traz regras para o comércio automotivo entre os dois países, foi assinado em 1990 e vem sendo sucessivamente aprimorado.

Segundo Alckmin, medida facilita o comércio, reduz custos e aumenta a competitividade da indústria brasileira
Segundo Alckmin, medida facilita o comércio, reduz custos e aumenta a competitividade da indústria brasileira
Foto: Marcos de Paula/Estadão / Estadão

"Além de melhorar as condições de acesso a mercados e desonerar a importação de autopeças não produzidas localmente, o 46º Protocolo Adicional atualiza a classificação dos produtos e aprimora os critérios sobre regras de origem, que determinam se um item é realmente fabricado em um dos dois países", diz o Mdic em nota.

Quais são os benefícios, segundo Alckmin

De acordo com Alckmin, essa é uma medida que aprimora o acordo automotivo entre Brasil e Argentina, facilita o comércio, reduz custos e aumenta a competitividade da indústria brasileira.

"O setor automotivo brasileiro ocupa hoje a oitava posição do ranking mundial na produção de veículos e gera mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. No ano passado, teve crescimento de 14,1% nas vendas", disse, ressaltando a contribuição do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) para o desenvolvimento do setor.

O Mover, que oferece incentivos de R$ 19,3 bilhões até 2028, alavancou anúncios de investimentos privados de R$ 140 bilhões, segundo o Mdic.

Em nota, o ministério reforçou que os produtos automotivos são os principais bens do fluxo comercial Brasil-Argentina. A corrente de comércio bilateral dessas mercadorias, no ano de 2024, alcançou o patamar de US$ 13,7 bilhões, o que representa 50% do total de US$ 27,4 bilhões comercializados no ano.

Em 2025, a corrente de comércio total entre Brasil e Argentina já chegou US$ 12,6 bilhões até maio, um crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período de 2024.

Estadão
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