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2026 pode ser mais um ano com forte entrada de estrangeiro na bolsa brasileira, avalia JPMorgan

21 jan 2026 - 09h23
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Estrategistas do JPMorgan avaliam que 2026 pode ser mais um ano com fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras, citando, entre outras razões, que investidores devem continuar buscando diversificação fora ‌dos Estados Unidos.

"E os mercados emergentes são claros beneficiários desse movimento", avalia a co-head de estratégia ‌para ações em mercados emergentes e head de estratégia de ações para América Latina do banco norte-americano, Emy Shayo, em relatório a clientes assinado também por Cinthya Mizuguchi.

A alocação de emergentes em fundos globais, observaram, está em níveis historicamente baixos, em 5,3%, e uma reversão ‍à média dos últimos 10 anos, de 6,7%, poderia se traduzir em aproximadamente US$25 bilhões em ingressos para o Brasil.

Elas destacaram que 2026 começou com ingressos estrangeiros de R$7,3 bilhões no Brasil, dando continuidade ao forte impulso de 2025, quando os ‌fluxos estrangeiros alcançaram R$20 bilhões -- uma reversão notável em relação às ‌saídas de R$32 bilhões registradas em 2024.

Outra razão citada por Shayo e Mizuguchi para a perspectiva positiva sobre fluxo é a de que não têm uma visão benigna para o dólar amplo. "Nossos estrategistas esperam uma depreciação de cerca de 2% até o meio do ano."

O ciclo de afrouxamento monetário no Brasil adiciona outra camada de otimismo, ressaltaram, citando que os economistas do JPMorgan esperam um ciclo de cortes de 3,5 pontos percentuais, com início em março e reduções consecutivas de 0,50 ponto, levando a Selic a 11,50% no final de 2026.

"Há riscos, especialmente considerando uma possível escalada das tensões geopolíticas globais e preocupações em torno da política comercial dos Estados Unidos", ponderaram, alertando que pode haver um aumento da incerteza e da volatilidade, afetando o apetite por mercados de maior beta.

No âmbito doméstico, as estrategistas destacaram que os riscos residem principalmente em um ritmo de queda dos juros mais lento do que o esperado ou em um aumento do ruído ‌político.

"Ainda assim, com melhora do 'momentum' macroeconômico, juros mais baixos e um ambiente global favorável, a perspectiva para os fluxos para o Brasil e para a América Latina de forma mais ampla permanece construtiva, embora os desdobramentos políticos locais sejam um ponto-chave a ser monitorado."

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