vc repórter: guerra de espadas é tradição 'perigosa' na Bahia
No ano do centenário de Luiz Gonzaga, as festas juninas em todo o Nordeste homenageiam um dos maiores compositores da música brasileira. Mas apesar do tema praticamente único em 2012, as tradições de São João não são deixadas de lado. Na Bahia, na cidade de Barra, a "Guerra de Espadas" é uma delas.
A guerra com os fogos é realizada por profissionais, dentro da programação da festa junina local. É a apresentação dos Fortes Juninos (Humaitá, Curuzu e Riachuelo), que homenageia os soldados de Barra que participaram da guerra do Paraguai, no século 19.
A apresentação é sempre realizada na noite de 23 de junho, quando os membros dos Fortes passam pela festa soltando e girando suas chamas dos fogos e busca-pés, criando um efeito diferente para a plateia. Os profissionais realizam o show de chamas com roupas específicas para que não sofram ferimentos.
Perigo e proibição
Apesar da tradição, em outra cidade da Bahia o espetáculo da "Guerra de Espadas" foi proibido. Em Cruz das Almas, a cerca de 150 km de Salvador, o espetáculo de fogos é realizado por grande parte das pessoas que participam dos festejos juninos.
Porém, com o perigo causado pela falta de cuidado e manejo com as "espadas", o Ministério Público da Bahia ordenou a apreensão de todos os artefatos e de todo o material utilizado para sua fabricação. A queima dos fogos foi proibida durante todo o período de festas juninas de 2012 na cidade. Quem for encontrado vendendo ou utilizando os busca-pés poderá ser preso.
A internauta Juliana Lopes, de São Paulo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.