Que a televisão revolucionou o processo de comunicação no Brasil e se tornou membro da maioria das famílias no País todo mundo já sabe. No entanto, nestes 60 anos que ela se faz presente no cotidiano nacional, o público conheceu mulheres que se consagraram na telinha e povoaram o imaginário masculino, seja pelo talento, beleza ou por ambos.
A primeira transmissão aconteceu no dia 18 de setembro de 1950 e trouxe ao público uma das coqueluches nacionais: Hebe Camargo. Na época, ela não tinha as madeixas loiras, mas encantava os homens com sua simpatia e beleza. Os anos passaram e ela é considerada um dos principais nomes da TV da atualidade.
Nestas seis décadas de televisão no País, muitas outras mulheres se destacaram. Regina Duarte, que carregou o título de namoradinha do Brasil, Vera Fischer, Ewa Vilma, Natália do Valle, Tônia Carrero, Aracy Balabanian e Yoná Magalhães são algumas das veteranas que permanecem ativas nas telinhas, emocionando o público com seus trabalhos e belezas maduras.
Atualmente, o grande número de emissoras têm estimulado uma forte competição entre os canais, que brigam entre si para atrair a maior quantidade de pessoas em suas atrações. No entanto, estas dispustas nem sempre são saudáveis e apelam para o teor erótico. Com a abertura deste nicho, muitas mulheres pouco cultas, porém bastante atrativas por seus atributos físicos, têm invadido a programação nacional e dado um show de horror no quesito competência artística.
Mas, para a salvação do telespectador brasileiro, alguns bons frutos foram gerados nesta nova fase da TV nacional. A exemplo disso temos Camila Pitanga, Grazi Massafera, Flávia Alessandra, Juliana Paes, Alinne Moraes e Deborah Secco, que encantam as pessoas com o talento e beleza estonteantes.
Em homenagem aos 60 anos da TV no Brasil, o Terra selecionou 60 mulheres que marcaram a existência do veículo de comunicação desde sua estreia. Clique aqui e relembre alguns dos principais nomes da TV nacional.
No aniversário de 60 anos da TV brasileira, confira 60 musas que marcaram essa história
Em 1982, Chacrinha encontrou a Rede Globo, depois de ter passado pela TV Tupi e pela Bandeirantes. O apresentador comandava o 'Cassino do Chacrinha', que fez grande sucesso nas tardes de sábado. Na companhia das musas chacretes, distribuía abacaxis para seus calouros e interagia com o público para julgá-los
Foto: Globo / Reprodução
Em 'Jô Soares Onze e Meia' e 'Viva o Gordo', o apresentador Jô Soares pôde mostrar tanto seu lado humorístico, quanto o de entrevistador
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'Porta da Esperança' marcou os domingos do SBT nas décadas de 1980 e 1990, sempre apresentado por Silvio Santos. Baseava-se em realizar o sonho dos espectadores, e por isso foi considerado o primeiro programa assistencialista da televisão brasileira, servindo de modelo para outros do gênero
Foto: Globo / Reprodução
Mais um humorístico da TV, 'A Praça da Alegria' surgiu em 1957, na antiga TV Paulista (atual TV Globo), no comando de Manuel da Nóbrega. O autor se inspirou durante uma viagem à Argentina, quando, da janela do seu hotel em Buenos Aires, observava, diariamente, um homem sentado num banco de praça conversando com diversas pessoas. A atração permaneceu no ar durante quatorze anos, e foi exibida também pela TV Record. Transformou-se em 'A Praça é Nossa', no SBT, ainda que sem o mesmo ipacto
Foto: Globo / Reprodução
'Armação Ilimitada' foi exibido pela Rede Globo às sextas-feira entre 1985 e 1988. A atração misturava aventura e esportes e integrava a faixa de programação Sexta Super, sendo exibido uma vez por mês em seu primeiro ano, e quinzenalmente a partir do segundo ano, em episódios de 45 minutos de duração
Foto: Globo / Reprodução
A revista eletrônica 'Fantástico' sobrevive aos domingos há muito tempo. Atualmente os apresentadores da atração são Zeca Camargo, e Patrícia Poeta, revezando, às vezes, com Renata Ceribelli e Tadeu Schmidt. A locução das matérias, até hoje, é feita por Cid Moreira e Berto Filho
Foto: Globo / Reprodução
'Festival da Record' foi um programa competitivo e musical que teve início no ano de 1966, ainda com a transmissão em preto e branco. A mais memorável edição, de 1967, trouxe apresentações inesquecíveis de Chico Buarque e Caetano Veloso
Foto: Globo / Reprodução
Antes glorioso, o 'Globo Repórter' já teve a cara do Brasil. Atualmente, o programa evita temas polêmicos e grandes denúncias, preferindo exibir reportagens sobre animais, meio ambiente e saúde
Foto: Globo / Reprodução
'Hebe' é apresentado desde 1986 por Hebe Camargo, que vai ao ar todas as segundas-feiras no horário nobre do SBT. Marcante são os selinhos que a apresentadora dá em seus convidados, assim como os famosos bordões "lindo de viver" e "que gracinha"
Foto: SBT / Reprodução
'Jornal Nacional', o telejornal noturno da Rede Globo, estreou em 1º de setembro de 1969 sob o comando de Hilton Gomes e Cid Moreira. Atualmente ganham as vozes Fátima Bernardes e William Bonner
Foto: SBT / Reprodução
'Os Trapalhões', quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, tinham um programa de TV homônimo, que estreou em março de 1977, antes do 'Fantástico', apresentando uma sucessão de esquetes. Um dos maiores fenômenos de popularidade e audiência no Brasil em toda a história, o show entrou para o livros dos recordes como o programa humorístico de maior duração da televisão, com trinta anos de exibição
Foto: SBT / Reprodução
'Aqui Agora' foi um telejornal de apelo popular, exibido no SBT. Estreou em 1991, nos fins de tarde, com o slogan "um jornal vibrante, uma arma do povo, que mostra na TV a vida como ela é!". Foi pioneiro no Brasil no uso do gerador de caracteres ao exibir manchetes bastante escandalosas sobrepostas às imagens. Era focado em reportagens policiais sobre assassinatos e crimes escandalosos, além de temas paranormais. Ficou famoso com a apresentação de Gil Gomes
Foto: SBT / Reprodução
'Documento Especial: Televisão Verdade' foi criado e produzido pelo jornalista Nelson Hoineff e exibido em três emissoras: Rede Manchete (1989 a 1991), SBT (1992 a 1995) e Rede Bandeirantes (1997 e 1998). Vários assuntos de baixo escalão eram mostrados, numa época em que o Brasil nem queria saber de política social e muito menos de minorias
Foto: SBT / Reprodução
'Programa Flávio Cavalcanti' era apresentado pelo jornalista de mesmo nome. Ficou famoso por notícias escandalosas e bem parciais quanto à opinião de seu comandante, bem como a "quebra de discos de vinil" no meio do palco
Foto: Tupi / Reprodução
O programa comandado por Raul Gil já esteve em muitas das grandes redes de TV, com exceção da Globo. Sempre obteve altos índices de audiência e chegou a ameaçar a liderança de Luciano Huck na década de 1990. O quadro mais famoso é o show de calouros, no qual Gil manda os não aprovados "pegarem seu banquinho e saírem de mansinho"
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Transmitido pelo SBT e comandado por Serginho Groisman, o 'Programa Livre' era gravado dentro de um auditório com uma plateia composta por jovens, quase sempre estudantes. Tinha também um palco onde eram realizadas entrevistas, shows, quadros humorísticos e gincanas - como braço-de-ferro, imitações e piadas - feitas com voluntários da plateia
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'Sítio do Pica-Pau Amarelo', obra de Monteiro Lobato, teve mais de uma adaptação para a TV, mas a mais conhecida e exportada para o mundo todo foi a da Rede Globo, de março de 1977 a janeiro de 1986. Os bonecos eram todos brasileiros criados por Rui de Oliveira e Marie Louise Neri. A trilha sonora foi dirigida por Dori Caymmi e era formada por temas essencialmente nacionais, ressaltando a mitologia e o folclore
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'TV Mulher' era o nome de um programa feminino produzido e exibido pela Rede Globo entre os anos de 1980 e 1986. Levado ao ar pela manhã, de segunda a sexta-feira, teve diversos tempos de duração, quadros e apresentadores ao longo de sua trajetória. A madrinha da atração era a eterna Elis Regina
Foto: Globo / Reprodução
'TV Pirata' foi transmitido pela Rede Globo entre 1988 e 1990 e em 1992, às terças-feiras. Tornou-se um dos maiores sucessos do gênero no Brasil, com seu humor com base no nonsense e na sátira política, executado por uma equipe de roteiristas que incluía Luís Fernando Veríssimo, os quadrinistas Laerte e Glauco, e integrantes do 'Planeta Diário' e da 'Casseta Popular' - que viriam a se reunir e formar o Casseta & Planeta
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'Viva a Noite' e 'Domingo Legal'. ambos dirigidos por Gugu Liberato, fizeram sucesso no mesmo esquema de programa de auditório com entrevistas e shows
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'Chico Anysio Show' foi um programa de televisão brasileiro criado pelo humorista Chico Anysio, produzido primeiramente pela TV Rio em 1960, com tipos famosos como o bar-men fanho "Qüem-Qüem", o "Dr. Alfacinha", o "urubolino", o "Coronel Limoeiro" e outros mais. Em 1971 o show foi recriado pela Rede Globo e acabou sendo substituído em 1973 pelo 'Chico City'. Na década de 80, a própria Globo ressuscitou o 'Chico Anysio Show'