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Há 38 anos, 'Roberto Carlos Especial' é garantia no Natal

25 dez 2012
10h26
atualizado às 10h26
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Todo fim de ano é a mesma coisa. Tão certo quanto a troca de presentes de Natal e os fogos que celebram o Ano Novo está a apresentação do especial de Roberto Carlos na Globo. Exibida desde 1974, a produção já é uma marca registrada da programação de dezembro da emissora e obedece a um formato básico, que mistura dramaturgia, canções antigas, lançamentos e participações especiais. Tudo ancorado pelo carisma do "Rei". "É o encontro anual que tenho com o público de todo o País. Um momento único, onde faço questão de agradecer a quem acompanha a minha carreira", disse Roberto, durante uma pausa nas gravações do programa deste ano, com exibição prevista para o próximo dia 25.

São muitas as histórias e os encontros musicais destes 38 anos de Roberto Carlos Especial. Entre as curiosidades, saltam aos olhos a frequência da produção, que só não foi realizada em 1999 por conta da morte de Maria Rita, mulher do cantor. Em respeito à importância da época da Jovem Guarda na carreira de Roberto, não chega a ser tão surpreendente a forte presença de Erasmo Carlos e Wanderléa em vários especiais ao longo das décadas. Entre tantas participações, o "tremendão" elege a apresentação de 1977 como umas das mais significativas. Coerente com o desbunde da década de 1970, os dois amigos fizeram uma divertida homenagem a Elvis Presley, com figurinos colados e decotados. "Foi puro 'rock'n roll'. Fizemos um 'medley' de canções do Elvis, que foi uma grande referência musical para as nossas composições iniciais", revelou Erasmo.

Além da conexão artística com Wanderléa, a obra da dupla Roberto e Erasmo tornou-se uma referência para as inúmeras cantoras que surgiram no País. O especial era uma forma de eternizar em dueto o encontro artístico de Roberto e intérpretes como Maria Bethânia, Rita Lee, Jane Duboc, Joanna, Joyce, Zizi Possi, Marisa Monte e Gal Costa, entre outras. Em 1991, uma esfuziante e curvilínea Fafá de Belém se saiu bem no "mise-en-scène" de Roberto, na sedutora Se Você Quer. "Já tinha participado em 1987 e me senti lisonjeada por voltar ao palco. Foi um número especial. Na época, até plantaram fofocas dizendo que nós dois tínhamos um affair. Tudo mentira!", garantiu a cantora.

A frequência feminina das apresentações não se restringia apenas às cantoras. Atrizes como Bruna Lombardi, Christiane Torloni e Regina Duarte marcaram presença no especial de 1982. Anos depois, Patrícia Pillar e Gloria Pires foram os destaques de 1987. Dependendo do sucesso da novela, uma atriz com um papel importante sempre é convidada a contracenar com Roberto e, por vezes, cantar. Era visível a emoção de Camila Pitanga no especial de 2007 – ano em que a morena fazia sucesso na pele de Bebel em Paraíso Tropical –, assim como a voz embargada de Dira Paes na apresentação de 2009 – auge da personagem Norminha, de Caminho das Índias. "Eu achei que fôssemos apenas atuar juntos. Quando recebi as canções para ensaiar, fiquei muito nervosa. Lembro muito dos ensaios e da emoção de cantar ao vivo", rememorou Camila que, ao lado de Roberto, interpretou Olha e Como É Grande O Meu Amor por Você.

Um especial de Roberto Carlos é recheado de limitações. Do figurino ao repertório, tudo obedece aos critérios da postura tradicional do cantor. No entanto, Roberto deixa os diretores livres para escolherem os principais aspectos técnicos da produção. Ao longo dos anos, o "Rei" mostrou suas canções sob os cuidados de diferentes diretores globais, como o falecido Augusto César Vanucci, Guga de Oliveira, Aloysio Legey, Walter Lacet, Jorge Fernando, Roberto Talma e Jayme Monjardim. "O especial do Roberto é primordial na programação de fim de ano da Globo. É uma responsabilidade. Tudo precisa ser perfeito", contou Monjardim.

Cada um à sua maneira, os diretores conceberam, ao lado de Roberto, verdadeiras superproduções. Algumas apresentações foram gravadas de forma intimista nos estúdios da emissora. Mas a maioria dos diretores optou pela grandiosidade de palcos conhecidos, como o do Ginásio do Ibirapuera e do Via Funchal, em São Paulo, ou o Maracanãzinho, a Arena Multiuso e o Teatro Municipal, no Rio de Janeiro. Porém, foi em 2011 que o especial fez sua maior extravagância. Sob o comando de Monjardim, o religioso cantor fez uma peregrinação pelos lugares sagrados de Jerusalém e apresentou-se no Sultan's Pool, palco dos grandes shows da região, próximo ao Muro das Lamentações. "Foi minha apresentação mais emocionante. Quando cantei pela primeira vez, na Rádio Cachoeiro, aos 9 anos, jamais pensei que uma coisa daquela pudesse acontecer na minha vida", ressaltou Roberto Carlos.

Roberto Carlos tem o costume de distribuir rosas vermelhas em sua apresentação de fim de ano
Roberto Carlos tem o costume de distribuir rosas vermelhas em sua apresentação de fim de ano
Foto: TV Globo / Divulgação
 
Fonte: TV Press
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