Do alto de seus 1,97m, olhos verdes e rosto marcante, Thiago Lacerda sempre soube que o posto de mocinho seria o caminho mais fácil a seguir. E assim aconteceu. De novela em novela, o ator de 36 anos teve poucas chances de mostrar outras aptidões dramáticas que não as de um galã. É por isso que ele valoriza tanto seu trabalho em Alto Astral, seu terceiro como antagonista
"A novela tem uma estrutura narrativa ligada ao sobrenatural, mas os personagens são especialmente realistas. É bacana estar do outro lado, fazendo de tudo para atrapalhar a vida de quem quer ser feliz", brinca
Carioca, Thiago estreou na TV na temporada de 1997 de Malhação. No entanto, foi só depois do sucesso da minissérie Hilda Furacão, exibida no ano seguinte, que seu nome passou a estar na lista dos principais diretores da Globo
Ao analisar sua trajetória na TV, Thiago Lacerda consegue identificar claramente os pontos onde passou a se sentir diferente e mais maduro como ator. A primeira alteração de rota foi em Terra Nostra, quando se viu como mocinho do horário das nove, tentando lidar com o assédio e os mais de 200 capítulos da trama de Benedito Ruy Barbosa. "Não foi um trabalho fácil. Foi onde peguei o 'jeito' de fazer televisão. Isso sem falar na procura do público. Nunca tinha passado por nada parecido", relembra
Os dois outros momentos marcantes da carreira do ator têm a ver com Jayme Monjardim, diretor da minissérie A Casa das Sete Mulheres, de 2003, e do filme que virou microssérie O Tempo e O Vento, de 2014
"Foram processos muito intensos de trabalho. De ter de ir até o Sul, viver aquela cultura. Mexeu com a minha cabeça, me deu segurança. Todo ator precisa de trabalhos que o instiguem a ir além", valoriza
Quando soube que daria vida a um vilão que prezava pela elegância em Alto Astral, Thiago Lacerda percebeu que precisaria emagrecer um pouco para ficar bem no vídeo. Os quilos a mais estão longe de incomodar o ator
"Acho que minha atuação precisa estar melhor que a minha barriga. Sou bem tranquilo com isso. De vez em quando, paro com os excessos e dou uma emagrecida, mas não fiz isso por pressão externa", garante
"É engraçada essa veneração pelos vilões, não só do público, mas de quem faz televisão também. Acho que a grande fascinação por esses personagens está no poder que eles têm de dominar a cena e os acontecimentos do roteiro"
Ator no centro de triângulo amoroso em Joia Rara