Opinião: Na hora da decisão não teve espaço para protagonismo feminino nas transmissões da Copa
Exceção foi a participação de Nadine Basttos como comentarista de arbitragem no SBT
A final da Copa do Mundo mostrou que as mulheres ainda precisam batalhar (e muito) pelo seu espaço no jornalismo esportivo. Já somos mais do que fomos no passado, mas ainda estamos longe de igualar os homens e fomos renegadas a segundo plano durante a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina.
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Na TV Globo, por exemplo, a transmissão foi comandada por Everaldo Marques ao lado de Caio Ribeiro e maestro Junior. Ana Thais Mattos, comentarista titular no Mundial passado, foi renegada a repórter de campo no pré-jogo.
Já na CazéTV, na hora que a competição afunilou, o clube do bolinha falou mais alto. O canal do Youtube contou com Luisinho, Cazé, Donan e Igor Rodrigues. Ju Cabral e Amanda Viana, por exemplo, ficaram no Brasil após brilharem no começo do Mundial.
Para ser justo, o streaming teve Fernanda Gentil e Barbara Coelho como âncoras durante a Copa. No entanto, nenhuma das duas teve papel de destaque quando aconteceram os maiores jogos.
O SBT, em conjunto com a NSports, foi a exceção com a presença de Nadine Basttos como comentarista de arbitragem. Ela esteve nos Estados Unidos somente na final. Só que é importante ressaltar que as mulheres ainda têm mais espaço para comentar arbitragem do que futebol.
Ao seu lado, Galvão contou com o experiente Mauro Beting e com o ex-atacante Alexandre Pato como os titulares nos comentários da emissora paulista.
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