Opinião: Com BTS, Shakira e lendas brasileiras, Fifa cala tradicionalistas com maior show da história das Copas
Apresentação durou 12 minutos e empolgou os torcedores que acompanharam a final
Madonna, Shakira e o BTS calaram o mundo neste domingo. Desde o momento em que o megashow do intervalo foi anunciado para a grande final em Nova York, a patrulha do futebol raiz resolveu reclamar, destilando o tradicional conservadorismo esportivo. Mas, no fim das contas, a reação ao vivo de Tiago Leifert foi a que melhor sintetizou o sentimento geral: “Eu amei. Eu era contra, mas eu amei”.
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Diante de qualquer mudança estrutural, a primeira reação do público é o boicote e a queixa. Afinal, o fã de futebol é, por natureza, um bicho ranzinza que se apega às tradições como se fossem sagradas.
Contudo, a FIFA provou que, em solo americano, era não só possível como necessário realizar uma apresentação no primeiríssimo nível do Super Bowl. E o acerto não passou apenas pelas atrações. Os 12 minutos de espetáculo coreografado mostraram que o entretenimento puro e a cultura pop têm, sim, um lugar de direito dentro do maior evento esportivo do planeta.
Mesmo com a Seleção Brasileira fora da grande decisão, a organização encontrou a fórmula perfeita para mexer com o coração do torcedor verde-amarelo. Ver Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho entrando em um conversível ao lado de Madonna fez o planeta reverenciar a nossa história.
Aliás, esse foi o grande trunfo da apresentação: as referências culturais. Teve homenagem visual a Pelé e até inserções divertidas de Ted Lasso, fundindo o esporte real com o ápice do entretenimento televisivo.
Quando o assunto foi a música de fato, o BTS e a eletrizante Shakira entregaram o ponto mais alto da tarde. A energia foi tão avassaladora que empolgou a arquibancada muito mais do que o primeiro tempo modorrento, truncado e chato que Espanha e Argentina vinham protagonizando até então.
Nem tudo, porém, foi perfeição. O ponto baixo e destoante da apresentação atendeu pelo nome de Justin Bieber. O cantor canadense entregou uma performance completamente anticlímax, marcada por uma falta de animação contagiante.
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