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As cinco piores ‘bolas fora’ da Globo na cobertura da Copa 2026

Emissora viu pela primeira vez o seu protagonismo ser ofuscado e não conseguiu reagir a tempo

16 jul 2026 - 12h48
(atualizado às 12h48)
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Para a Globo, essa foi uma Copa dos erros. 

Consequência direta de uma decisão tomada em 2020, quando abriu mão da exclusividade na transmissão dos Mundiais seguintes.

Uma estratégia para economizar alguns milhões. O barato saiu bem caro.

A poderosa rede, até então protagonista absoluta na cobertura dos jogos, abriu brecha para a ascensão da CazéTV.

Impulsionado pela empresa LiveMode, o canal de Casimiro Miguel se destacou no Catar em 2022 e roubou completamente a cena agora em 2026.

A coluna elege as cinco maiores ‘bolas fora’ da Globo nesta Copa em que termina tão apagada quanto a Seleção Brasileira.

A Globo sai da Copa menor do que entrou: não só por mérito da CazéTV, mas também por erros próprios
A Globo sai da Copa menor do que entrou: não só por mérito da CazéTV, mas também por erros próprios
Foto: Ilustração produzida por IA sob comandos da coluna

Incapacidade de ‘roubar a bola’ - A Globo possui uma estrutura várias vezes maior que a da Cazé TV, porém, por sempre ter sido líder e raramente ameaçada, não soube organizar um contra-ataque rápido e eficiente. 

Ao longo das semanas do Mundial, não conseguiu criar e executar táticas para amenizar o protagonismo do adversário. 

Ficou parada, assistindo, enquanto a bola passou entre suas pernas, como aconteceu com Danilo na dramática eliminação da Seleção pela Noruega.

Imitar (mal) a zoeira do rival - A CazéTV consolidou numeroso público ao oferecer descontração genuína. 

Papo de amigos no bar, resenha de vestiário. Sem roteiro.

Já a Globo caiu na armadilha de tentar copiar a mesma ‘bagunça’ na ‘Central da Copa’ e na GE TV. 

Resultado: cenas constrangedoras como a de Tadeu Schmidt e Fábio Porchat dançando em cima do sofá do cenário.

A internet não perdoou a forçação.

Passar recibo por sentir o golpe - A Globo usou peças publicitárias para debochar do ‘delay’ nas transmissões do canal de Casimiro.

O que seria uma vantagem da emissora — exibir as partidas sem o atraso no sinal — virou uma tentativa malsucedida de desqualificar o oponente. 

Pior: foi gol contra, já que a CazéTV continuou a bater recordes nas transmissões exclusivas e gerar crescente audiência mesmo nos jogos divididos com a Globo.

O ‘delay’ se mostrou menos importante do que o ranço de muita gente contra a atitude esnobe da emissora.

A trapalhada com Virginia - Ter a maior influenciadora da web brasileira no ‘Domingão com Huck’ era uma ótima ideia. Tinha tudo para funcionar.

Poderia ampliar a repercussão da Globo nas redes sociais e atrair milhões de jovens que habitualmente não assistem à TV nem se interessam por eventos de futebol.

Mas a presença dela no vídeo se mostrou um equívoco. Esperava-se uma Virginia circulando nos bastidores da Seleção, conectada com o espírito da Copa.

O que se viu foi um quadro com roteiro frouxo, focado nela como celebridade, com cenas banais. 

Desperdiçaram valiosa oportunidade. Inexplicável pisada na bola.

Fazer o óbvio ao invés de surpreender - Não há veículo de comunicação mais capacitado do que a Globo no Brasil. 

Possui moderna infraestrutura, milionária verba de produção e grandes talentos para oferecer a melhor cobertura.

Mas o que vimos neste Mundial? Mais do mesmo.

A TV líder no Ibope não ousou, não inovou.

Mesmo sem o direito de exibir as 104 partidas, poderia ter furado o bloqueio pelas pontas, oferecer conteúdos exclusivos interessantes no pré e pós-jogo e envolver seus programas de maior audiência ao longo do dia.

Preferiu fazer o básico. E está provado que o básico não vence a Copa.

É imprescindível garra, atrevimento, criatividade, sair da zona de conforto para invadir a grande área.

A Globo, assim como o Brasil, ficou sem a taça.

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