Apresentador do JN na morte de Roberto Marinho, ex de Susana Vieira: relembre a trajetória de Renato Machado
Jornalista faleceu nesta quinta-feira, 16, após ficar internado no Rio de Janeiro
O jornalista Renato Machado, que faleceu nesta quinta-feira, 16, aos 83 anos, deixa um legado para o telejornalismo brasileiro. Ele atuou como apresentador, repórter e correspondente na Globo desde a década de 1980, e entregou as notícias de momentos marcantes do Brasil e do mundo.
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Antes de se dedicar ao jornalismo, Renato foi ator e chegou a ser dirigido por Jô Soares numa montagem teatral de Romeu e Julieta, de William Shakespeare.
Formado em Direito pela PUC-Rio, conseguiu ser aprovado no Ministério das Relações Exteriores para seguir carreira diplomática, porém, optou pelas redações. Na bancada do Jornal Nacional, anunciou a morte de Roberto Marinho ao lado de William Bonner.
Fora do vídeo, sempre se dedicou à gastronomia e aos vinhos. Ele chegou a ter um programa sobre os temas no canal GNT. Com fama de Don Juan, Renato Machado namorou mulheres famosas como a atriz Susana Vieira e a ex-modelo e escritora Danuza Leão.
Ele deixa a esposa, a jornalista Renata Morel, e a filha Maria Eduarda Machado, que é atriz.
Carreira
Formado em Direito e Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Machado iniciou a carreira no rádio em 1970. Durante quase quatro décadas de profissão, o repórter passou pela BBC, Jornal do Brasil e pela extinta Rede Manchete.
Apesar do jornalismo ser sua profissão escolhida, ele também já passou pelos palcos de teatro, participando de grupos amadores e montagens de peças de Shakespeare. Na Globo, atuou em duas novelas como coadjuvante em 1965: Rosinha do Sobrado, segunda novela da casa, e a primeira versão de A Moreninha, ambas estreladas por Marília Pêra.
Na TV Excelsior, ele atuou em Sangue do Meu Sangue, dublou seriados americanos e atuou no filme O Mundo Alegre de Helô.
Já na Globo, Renato Machado foi correspondente internacional baseado em Nova York, e cobriu eleições, economia, acordos e as guerras de Honduras, El Salvador, Nicarágua e Golfo Pérsico. No Brasil, fez reportagens para o Fantástico e para o Globo Repórter.
Ele apresentou o Jornal da Globo nos anos 80, o RJTV até 1992, e o Jornal Nacional eventualmente, até 2011. O Fantástico Especial do dia 31 de dezembro de 1995 também foi apresentado por Machado. Em 1982, apresentou o primeiro Plantão JN, sobre a Guerra das Malvinas. Aquele plantão foi o primeiro da televisão brasileira.
De 1996 até 2011, Renato foi editor-chefe e apresentador do Bom Dia Brasil, comandando uma equipe de cerca de 30 pessoas. A maior parte desse período ele dividiu bancada com Renata Vasconcellos.
Em algumas ocasiões, chegou a substituir William Bonner e Fátima Bernardes na bancada do Jornal Nacional. Foi em uma dessas substituições que Renato noticiou a morte de Roberto Marinho no telejornal diário. Roberto Marinho morreu, aos 98 anos, na noite de 6 de agosto de 2003.
Em 2009, Renato teve que fazer um cirurgia, de ponte de safena, de última hora, o que o deixou mais de um mês afastado do Bom Dia Brasil. Em setembro de 2011, voltou a ser correspondente internacional em Londres, com matérias para os telejornais da Globo e uma coluna semanal no Jornal da Globo. Em 2015, ele anunciou o retorno ao Brasil, e passou a atuar no Globo Repórter.
Em novembro de 2021, Renato Machado foi demitido da Globo, após mais de 40 anos de carreira na emissora.
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