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Morre Renato Machado: Relembre a trajetória do ex-âncora da Globo

Renomado nome do jornalismo brasileiro, Renato Machado estava internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro; confira!

16 jul 2026 - 10h31
(atualizado às 10h34)
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O jornalismo brasileiro perdeu um de seus nomes mais marcantes nesta quinta-feira (16). Infelizmente, o apresentador e repórter Renato Machado faleceu aos 83 anos de idade no Rio de Janeiro. O profissional estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Zona Sul carioca. Contudo, a causa da morte ainda não foi detalhada pelos familiares ou pela equipe médica do hospital.

Carreira histórica de Renato Machado

A trajetória do comunicador na emissora carioca se estendeu por mais de quarenta anos. Nesse período, ele se consolidou como uma das figuras mais respeitadas do país. Adicionalmente, o profissional passou pelas bancadas de importantes programas da casa, como o Jornal da Globo, o RJTV e o prestigiado Jornal Nacional.

No entanto, o seu trabalho de maior destaque na TV aconteceu na ancoragem do Bom Dia Brasil, entre as décadas de 1990 e 2010. Na liderança do matinal, ele atuou também como editor-chefe. Consequentemente, o jornalista revolucionou o formato do telejornal ao lado de parceiras como Leilane Neubarth e Renata Vasconcellos. Sob o seu comando, o programa ganhou mais dinamismo, conversas informais no estúdio e links ao vivo pelo país.

Do início impresso às coberturas internacionais de peso

Antes de brilhar na televisão, o profissional iniciou seus passos no Jornal do Brasil, ainda no ano de 1969. Posteriormente, em 1982, ele assinou seu contrato com a TV Globo. Logo no início da nova jornada, o repórter cobriu a histórica Guerra das Malvinas.

Pouco depois, em 1983, o jornalista assumiu o cargo de correspondente na cidade de Londres. Por causa disso, ele acompanhou de perto eventos que chocaram o planeta. Entre os principais fatos, destacam-se o desastre nuclear ocorrido na usina de Chernobyl e os ataques na capital francesa em 1986.

Após retornar ao território brasileiro, o profissional voltou a morar no continente europeu em 2011. Desse modo, ele participou de coberturas complexas de repercussão global, como o atentado ao jornal Charlie Hebdo e a grave crise financeira que atingiu a Grécia.

A paixão inabalável pela cultura e pelos vinhos

Além do foco em coberturas políticas complexas, o jornalista também encontrou espaço para falar sobre gastronomia e comportamento. Por exemplo, ele assinou uma série documental especial para o Jornal Hoje gravada na região da Provença, na França.

Durante as gravações, o correspondente explicou de forma didática os segredos de produção das vinícolas locais. De acordo com os relatos que compartilhava na internet até os seus últimos dias de vida, o segredo da qualidade das bebidas daquela região estava ligado ao clima. Ele costumava detalhar a importância do mistral, um vento gelado que desce das montanhas dos Alpes e atua protegendo as plantações francesas das pragas.

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