Renato Machado levou a sofisticação e a cultura para a bancada dos telejornais da Globo
Apresentador criou uma aura de sofisticação em torno de sua figura
O lenço no bolso do terno se tornou uma marca registrada do figurino de Renato Machado na TV.
Um detalhe desimportante para a maioria das pessoas. Não para ele.
O jornalista fazia questão de ser elegante e sofisticado. Reflexo dos anos vividos na Europa e da vasta bagagem cultural.
Era conhecedor de literatura, história, boa comida e vinhos.
Após deixar a Globo, dedicou-se a produzir conteúdo sobre a bebida.
Grava vídeos no jardim de sua casa, na zona sul do Rio, e em viagens para conhecer restaurantes, vinhedos e enotecas.
Era um agradável contador de casos.
Em um dos últimos vídeos postados, destacou a importância do uso do cachecol no inverno por quem trabalha com a voz.
E a dele era inconfundível: forte, imponente, cativante.
A morte de Renato Machado, aos 83 anos, encerra um capítulo importante na coletânea dos grandes apresentadores de telejornal.
E eterniza um exemplo de jornalista exigente com o rigor da informação e na forma como se apresentava ao público.
Um lorde inglês, ou melhor, carioquíssimo, do Rio dos velhos tempos, quando a cidade exalava charme e intelectualidade.
O desaparecimento de figuras como Renato Machado deixam o cenário brasileiro cada vez mais pobre.
Para minimizar a perda, só bebendo uma taça de um Château Margaux, um de seus vinhos preferidos.
Santé!
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