Eles foram o cara, a voz e o oráculo da transmissão da Copa 2026
Três profissionais com estilo bem popular se destacaram no Mundial em que o YouTube ofuscou a TV
Caso a transmissão brasileira da Copa 2026 tivesse um nome, seria, sem dúvida, Casimiro Miguel.
Ele se tornou a imagem mais importante da cobertura do evento.
Personagem de si mesmo, viu seu canal de YouTube ser o único veículo da mídia brasileira a exibir todas as partidas.
Ofuscou a poderosa Globo e fez a GE TV passar quase despercebida.
Não podemos esquecer que por trás da figura carismática e despretensiosa de Cazé existe uma grande empresa de marketing, a LiveMode, cujo objetivo é lucrar bilhões de reais.
O único deslize do ‘parça’ Casimiro foi a overdose de anúncios de bets.
Ao lado dele esteve a voz brasileira das narrações deste Mundial.
Luis Felipe Freitas, o Luisinho, não poupou animação. Até polemizou por se empolgar demais com Messi e a Argentina.
Ele oxigenou a locução esportiva ao tirá-la das cabines para jornalistas e levá-la para a mesa de bar cercada de amigos.
Essa foi a impressão passada: um locutor realmente apaixonado pelo futebol, piadista e sem autocensura.
Já o oráculo desta Copa estava no estúdio da Jovem Pan News em São Paulo: Vampeta. Para os íntimos, Velho Vamp.
Ex-jogador e veterano nos comentários, ele acertou as principais previsões, incluindo a eliminação do Brasil pela Noruega, da França pela Espanha e o triunfo dos espanhóis sobre a Argentina na final.
Mais do que isso, entregou entretenimento com seus ‘causos’ e as tiradas de humor, incluindo o autodeboche. Uma presença agradável e necessária na TV.
Sobre a Globo:
Precisa rever sua estratégia para a Copa de 2030. Desta, saiu com menor prestígio e sob pressão para melhorar o desempenho no digital, especialmente YouTube e redes sociais.
Everaldo Marques cumpriu a missão de substituir Luis Roberto como principal locutor. A ‘Central da Copa’ mereceu as críticas pela falta de graça.
Renata Vasconcellos fez um golaço com elegância e humor fino ao ancorar as notícias do Mundial da Times Square, em Nova York.
(A coluna parabeniza todos os profissionais do Terra dedicados à cobertura da Copa, especialmente as jornalistas Paula Almeida e Ana Paula Almeida na cobertura diária direto dos Estados Unidos. Além de notícias e curiosidades, elas transmitiram a emoção do evento a quem acompanhou de longe.)
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