'BBB 26': Equipe de Matheus se pronuncia sobre polêmica com Ana Paula e imagem de IA
Defesa do ex-BBB afirma que compartilhamento de montagem violenta gerada por Inteligência Artificial foi um "equívoco" e nega intenção de ofender a jornalista; conteúdo foi removido após notificação
A equipe jurídica de Matheus Moreira, ex-participante do BBB 26, manifestou-se oficialmente sobre a notificação recebida pelos representantes de Ana Paula Renault. A polêmica começou após o ex-brother repostar em seu Instagram uma imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) que retratava uma cena de violência histórica, gerando forte repercussão negativa nas redes sociais.
Na imagem em questão, Matheus era representado em uma analogia à escravidão, enquanto a figura de Ana Paula aparecia segurando um chicote. Em nota publicada nesta segunda-feira (09/02), os advogados do ex-BBB buscaram esclarecer o episódio: "A utilização da imagem em qualquer contexto foi um equívoco".
Defesa alega que imagem de IA foi criada por terceiros
Os representantes de Matheus enfatizaram que o conteúdo não foi produzido por ele, mas por uma terceira pessoa através de ferramentas de IA. Segundo a nota, a montagem possuía um caráter "extremamente violento e simbólico". A equipe jurídica detalhou o posicionamento do ex-participante: "Diante da repercussão envolvendo a republicação de uma imagem gerada por inteligência artificial e associada indevidamente ao nome de Matheus, a sua equipe jurídica vem a público esclarecer os fatos, com o objetivo de restabelecer a verdade e evitar distorções", iniciaram.
A nota continua explicando que o conteúdo envolvia uma mulher branca e um homem negro submetido a tortura, acompanhado de legendas político-raciais. A defesa afirma que, ao ver a imagem pela primeira vez, Matheus repudiou o conteúdo, mas acabou sendo convencido pela autora da postagem de que a intenção era "defendê-lo".
"Durante essa conversa privada, a autora afirmou que a imagem teria sido criada como uma forma de 'defesa' de Matheus, ainda que reconhecidamente apelativa e chocante. Na ocasião, ela relatou dificuldades pessoais e profissionais, afirmando que aquele tipo de conteúdo fazia parte de seu trabalho. Diante desse cenário, movido por empatia e pela intenção de não prejudicar uma terceira pessoa, Matheus optou por realizar um pedido público de desculpas, como forma de encerrar o conflito e evitar maiores consequências."
Alegação de erro na republicação e remoção do conteúdo
A equipe de Matheus Moreira garantiu que o registro foi retirado de contexto. Ao tentar se desculpar, ele republicou a imagem para fins de contextualização, o que permitiu interpretações equivocadas e ataques de páginas sensacionalistas. "Ao fazer esse pedido, a imagem foi republicada exclusivamente para fins de contextualização, sem qualquer legenda ou manifestação de concordância. No entanto, a ausência de contextualização escrita permitiu que terceiros retirassem o conteúdo do seu contexto original. A partir disso, páginas e perfis sensacionalistas passaram a atribuir falsamente a autoria da imagem a Matheus, criando uma narrativa que não corresponde à realidade dos fatos", pontuaram.
Ciente das implicações legais, Matheus removeu o post e formalizou sua retratação pública para com Ana Paula Renault: "Do ponto de vista jurídico, é reconhecido que a republicação de conteúdo ilícito pode gerar responsabilidade, independentemente da autoria. Ciente disso, Matheus removeu imediatamente o conteúdo e, por meio dessa nota, formaliza sua retratação pública esclarecendo que não criou, não endossou e não teve qualquer intenção de atacar ou ofender Ana Paula Renault, tampouco de associá-la a conditas violentas, racistas ou desumanas", declararam.
A nota reforça que a ação não reflete os valores de Matheus e encerra o posicionamento jurídico sobre o episódio: "A utilização da imagem em qualquer contexto foi um equívoco, especialmente diante da carga simbólica que ela carrega, e não reflete o pensamento, os valores ou as convicções de Matheus, que sempre se posicionou de forma contraria a qualquer forma de violência, discriminação ou desumanização".
"Esta nota tem por finalidade restabelecer os fatos, reconhecer a inadequação da republicação e encerrar o episódio, respeitando os limites legais e humanos envolvidos", concluiu a equipe jurídica.
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