Por que internautas falam que Milena tem autismo? Entenda
Após boatos nas redes durante o BBB 26, equipe da participante nega diagnóstico e alerta para os riscos de rotular comportamentos sem avaliação médica
Durante o confinamento no Big Brother Brasil 26, comentários nas redes sociais passaram a especular que Milena Moreira teria autismo.
As suposições surgiram a partir de comportamentos exibidos no programa e ganharam força com debates entre internautas.
Após a repercussão, a equipe que administra as redes da participante divulgou um comunicado oficial negando qualquer diagnóstico e alertando para os riscos de especulações feitas sem base médica.
De onde surgiu o boato
As especulações começaram quando parte do público passou a interpretar reações emocionais, falas e comportamentos de Milena dentro do jogo como possíveis "traços" do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em redes como Instagram e X, usuários comentaram situações de estresse, isolamento momentâneo e dificuldade de comunicação em determinados contextos.
Esses recortes, feitos fora de qualquer avaliação clínica, alimentaram o debate.
Milena tem diagnóstico confirmado?
Não. No comunicado divulgado pela equipe, a informação foi clara: Milena não possui diagnóstico de autismo.
A assessoria ressaltou que, embora vivências de pessoas autistas sejam legítimas e mereçam respeito, atribuir um diagnóstico sem confirmação é incorreto. O texto também destacou que o confinamento, a pressão psicológica e a convivência intensa com pessoas diferentes podem alterar comportamentos.
Por que especulações preocupam
Especialistas e entidades ligadas à saúde mental alertam que especulações desse tipo reforçam estigmas e desinformação.
O autismo não pode ser reduzido a comportamentos isolados nem usado como rótulo para deslegitimar atitudes.
Além disso, o comunicado repudiou comentários considerados psicofóbicos, que extrapolam o entretenimento e atingem pessoas autistas e seus familiares.
Entre os riscos das especulações estão:
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Reforço de preconceitos.
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Diagnósticos equivocados.
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Exposição indevida da vida pessoal.
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Banalização de um tema de saúde.
Diagnóstico só pode ser feito por especialistas
O Transtorno do Espectro Autista é identificado por meio de avaliação clínica criteriosa, realizada por equipe multiprofissional, em ambiente adequado e seguro.
Não existe diagnóstico feito por observação à distância ou por comportamento isolado.
O próprio comunicado enfatiza que diagnósticos exigem critérios técnicos, histórico individual e acompanhamento especializado.
Debate nas redes e responsabilidade
A repercussão do caso mostra como a exposição em realities amplia julgamentos sobre saúde mental.
Embora debates sobre neurodiversidade sejam importantes, eles precisam ser conduzidos com responsabilidade, informação e respeito.
No caso de Milena, não há confirmação médica.
O que existe é um alerta necessário: diagnóstico não se faz pela internet.
A produção do programa e a equipe da participante reforçam a importância de combater a psicofobia e promover um debate mais consciente, que respeite limites, singularidades e direitos individuais.