Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Por que internautas falam que Milena tem autismo? Entenda

Após boatos nas redes durante o BBB 26, equipe da participante nega diagnóstico e alerta para os riscos de rotular comportamentos sem avaliação médica

30 jan 2026 - 09h46
Compartilhar
Exibir comentários

Durante o confinamento no Big Brother Brasil 26, comentários nas redes sociais passaram a especular que Milena Moreira teria autismo.

Especulações sobre autismo levantam debate importante: diagnóstico não se faz pela internet
Especulações sobre autismo levantam debate importante: diagnóstico não se faz pela internet
Foto: Rede Globo / Manoella Mello / Famosos e Celebridades

As suposições surgiram a partir de comportamentos exibidos no programa e ganharam força com debates entre internautas.

Após a repercussão, a equipe que administra as redes da participante divulgou um comunicado oficial negando qualquer diagnóstico e alertando para os riscos de especulações feitas sem base médica.

De onde surgiu o boato

As especulações começaram quando parte do público passou a interpretar reações emocionais, falas e comportamentos de Milena dentro do jogo como possíveis "traços" do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em redes como Instagram e X, usuários comentaram situações de estresse, isolamento momentâneo e dificuldade de comunicação em determinados contextos.

Esses recortes, feitos fora de qualquer avaliação clínica, alimentaram o debate.

Milena tem diagnóstico confirmado?

Não. No comunicado divulgado pela equipe, a informação foi clara: Milena não possui diagnóstico de autismo.

A assessoria ressaltou que, embora vivências de pessoas autistas sejam legítimas e mereçam respeito, atribuir um diagnóstico sem confirmação é incorreto. O texto também destacou que o confinamento, a pressão psicológica e a convivência intensa com pessoas diferentes podem alterar comportamentos.

Por que especulações preocupam

Especialistas e entidades ligadas à saúde mental alertam que especulações desse tipo reforçam estigmas e desinformação.

O autismo não pode ser reduzido a comportamentos isolados nem usado como rótulo para deslegitimar atitudes.

Além disso, o comunicado repudiou comentários considerados psicofóbicos, que extrapolam o entretenimento e atingem pessoas autistas e seus familiares.

Entre os riscos das especulações estão:

  • Reforço de preconceitos.

  • Diagnósticos equivocados.

  • Exposição indevida da vida pessoal.

  • Banalização de um tema de saúde.

Diagnóstico só pode ser feito por especialistas

O Transtorno do Espectro Autista é identificado por meio de avaliação clínica criteriosa, realizada por equipe multiprofissional, em ambiente adequado e seguro.

Não existe diagnóstico feito por observação à distância ou por comportamento isolado.

O próprio comunicado enfatiza que diagnósticos exigem critérios técnicos, histórico individual e acompanhamento especializado.

Debate nas redes e responsabilidade

A repercussão do caso mostra como a exposição em realities amplia julgamentos sobre saúde mental.

Embora debates sobre neurodiversidade sejam importantes, eles precisam ser conduzidos com responsabilidade, informação e respeito.

No caso de Milena, não há confirmação médica.

O que existe é um alerta necessário: diagnóstico não se faz pela internet.

A produção do programa e a equipe da participante reforçam a importância de combater a psicofobia e promover um debate mais consciente, que respeite limites, singularidades e direitos individuais.

Famosos e Celebridades
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade