'Perícia Lab' leva novo olhar de tecnologia criminal a casos de maníaco do Trianon e menino Joaquim
Crimes antigos e recentes serão novamente analisados pelos peritos Telma Rocha e Ricardo Salada; estreia está prevista para o início de 2024
Séries de investigação criminal são um sucesso indiscutível: não à toa CSI tem 15 temporadas, um telefilme e três spin-offs. E esse é apenas um exemplo. Em cima desse sucesso (e da prática do canal em fazer produções desse tipo) é que série documental brasileira Perícia Lab ganhou mais uma temporada.
Sob comando do ator e apresentador André Ramiro, famoso por seu papel em Tropa de Elite, o perito criminal Ricardo Salada e a fotógrafa pericial Telma Rocha voltam ao programa para desvendar mais mistérios, refazer o caminho de peritos ou ainda mostrar novas formas de chegar aos resultados encontrados em casos que já foram elucidados pela justiça ou que ainda continuam abertos.
A nova temporada de Perícia Lab tem previsão para chegar às telas da AXN o início de 2024. O Estadão visitou um dia de gravação e acompanhou de perto o registro de um pedaço de um dos episódios, o que se dedica ao Caso Joaquim, de 2013, em que um garotinho foi encontrado morto em um rio e o padastro foi acusado de tê-lo matado com uma superdosagem de insulina.
Conheça os casos da nova temporada de 'Perícia Lab'
Além da história do menino Joaquim Ponte Marques, que tinha três anos quando foi assassinado, a nova temporada de Perícia Lab vai trazer outros sete casos para serem revistos, sendo que alguns aconteceram há mais de 30 anos..
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A intenção não é rever culpados ou fazer novas apurações sobre os crimes, mas esmiuçar técnicas de perícia usadas nesses casos para o grande público, explicam os especialistas Salada e Telma em uma conversa com o Estadão.
Serão tratados casos como o do Maníaco do Trianon (final da década de 1980), em que o garoto de programa Fortunato Botton Neto foi acusado de matar 13 homens gays, tendo confessado dez dos assassinatos; também o caso da argentina María Marta Belsunce, de 50 anos, que foi encontrada morta pelo marido em uma banheira, em 2002.
A nova temporada também vai trazer a história do incêndio criminoso no Gran Circus Norte-Americano, cujo objetivo dos criminosos era causar prejuízo aos donos do circo, que estava em Niterói. O caso, que é conhecido como um dos piores incêndios do País, matou 503 pessoas e deixou mais de 800 feridos.
Novo olhar sobre perícia e ajuda da tecnologia
O estúdio em que o Perícia Lab é gravado é quase como um laboratório. Neste espaço, que não é o único onde as gravações acontecem, já que conta também com externas e dramatizações, acontecem o que a produção chama de "experimentos", que são formas dos peritos reconstituírem passos que outros investigadores tiveram.
Salada e Telma se dividem e contam com a ajuda de voluntários para recriar algumas ações que os peritos reais desses crimes devem ter feito. Ou além disso, eles também têm a possibilidade de testar novas formas de investigação. Por exemplo, crimes que aconteceram nos anos 1960 ou 1980, quando a forma de analisar impressões digitais era diferente da utilizada atualmente. Então, os peritos usam da tecnologia atual para refazer o caminho da investigação.
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Além disso, eles podem usar bonecos, como os utilizados em reconstituições de crimes, luzes para ver manchas de sangue, testes com produtos químicos e outros experimentos.
Durante a tarde de gravação em que o Estadão esteve presente, o estúdio tinha, além de toda a equipe de gravação, duas estrelas: os cães Hanna, Xerife e Dexter, usados em investigações, sejam criminais ou não. Xerife é responsável por encontrar pessoas vivas. Um instrutor entrega uma peça de roupa da possível vítima desaparecida para ele cheirar e, a partir daí, ele vai atrás daquele cheiro. Já Dexter é um beagle fofinho e bem preguiçoso, que só fica mais agitado quando precisa trabalhar. Ele é responsável por encontrar corpos de pessoas mortas. Já Hanna é especialista em encontrar narcóticos.