O Brasil foi dormir impactado pela beleza e força da professora Lu de ‘Renascer’
Aparição de personagem vivida por Eli Ferreira deve dar dinamismo à trama com movimentação amorosa e discurso em defesa da educação
Exibido na quinta-feira (29), o capítulo 34 de ‘Renascer’ foi marcado pela entrada de nova personagem. A professora Lu chegou à fazenda de Zé Inocêncio para assumir a escola da propriedade. A primeira impressão foi a melhor possível.
“Linda”, “Que mulher”, “Voz poderosa”. Os comentários positivos ao longo da noite em redes sociais servem como boas-vindas à atriz Eli Ferreira, de 32 anos.
Impossível não ressaltar o ‘combo’ apresentado pela atriz fluminense: beleza natural (usa pouquíssima maquiagem em cena), expressividade hipnotizante e potência vocal.
Mais uma artista negra com presença importante no elenco. ‘Renascer’ tem uma das maiores diversidades raciais já vistas em novelas da Globo. Resultado de críticas recorrentes pela falta de protagonismo preto na teledramaturgia do canal.
Além de despertar interesses amorosos, Lu cumprirá função social no roteiro, com incontáveis falas a respeito da importância da educação para a transformação individual e o desenvolvimento coletivo.
Além de atuar, Eli Ferreira é modelo e dubladora. Filha de uma empregada doméstica, não teve o reconhecimento paterno, assim como milhões de outros brasileiros.
A primeira oportunidade na televisão foi em ‘Sexo e as Nega’, excelente série criada por Miguel Falabella, prejudicada por uma militância equivocada. Na sequência, fez participações rápidas em ‘Império’, ‘Malhação’ e ‘I Love Paraisópolis’.
O primeiro papel fixo na Globo aconteceu na novela das 18h ‘Tempo de Amar’, quando viveu a doméstica analfabeta Tiana. Em ‘Órfãos da Terra’, adotou sotaque francês para interpretar a refugiada congolesa Marie Patchou. Outro papel de destaque foi Laura em ‘Mar do Sertão’. Apareceu também em produções da TV Cultura, Netflix e Prime Video.
Na versão original de ‘Renascer’, de 1993, a personagem Lu foi interpretada por Leila Lopes. Ela se tornou uma das atrizes mais populares daquela época. Morreu aos 50 anos em dezembro de 2009, decepcionada com a falta de trabalho na TV.