Novo novelão da Globo terá garotas e garotos de programa
Telespectador conservador ficará chocado com cenas de sexo do núcleo de prostituição de 'Segundo Sol'
“Tudo é sobre sexo, exceto o sexo. Sexo é sobre poder”, disse Frank Underwood, o então presidente com sexualidade fluida de ‘House of Cards’.
Baseado nessa realidade incontestável, o autor João Emanuel Carneiro vai mostrar a força de manipulação da sexualidade em sua nova novela, ‘Segundo Sol’, que estreia dia 14 na faixa das 21h da Globo.
Um dos núcleos terá garotas e garotos de programa. A chefe do esquema será Laureta, papel de Adriana Esteves.
Ela oferece seu ‘cast’ para empresários, políticos, artistas e a quem mais puder pagar.
A cafetina de luxo esconde sua rentável atividade se apresentando como promoter do Carnaval de Salvador.
No fundo, é uma golpista profissional com faro apurado para qualquer oportunidade de ganhar muito dinheiro.
Ela lidera um plano milionário que faz todos acreditarem que o cantor de axé Beto Falcão (Emílio Dantas) está morto.
Sua cúmplice será a prostituta bissexual Karola (Deborah Secco), uma espécie de vilã atrapalhada.
Laureta e Karola mantêm uma ligação íntima. Talvez sejam amantes de longa data.
Um dos ‘meninos’ agenciados pela víbora exploradora será Robinho.
O personagem foi conquistado pelo estreante Hugo Moura. O jovem ator é marido de Deborah Secco.
Chay Suede (Ícaro) e Letícia Colin (Rosa) também vão interpretar profissionais do sexo.
João Emanuel Carneiro inseriu a discussão da prostituição em todas as suas novelas das 9 da noite.
Em ‘A Favorita’ (2008), ‘Avenida Brasil’ (2012) e ‘A Regra do Jogo’ (2015) existiam personagens ligados ao ‘negócio do sexo’.
A temática apresentada de maneira explícita em ‘Segundo Sol’ poderá incomodar os telespectadores puritanos.
Várias cenas picantes já gravadas têm potencial de fazê-los se remexer no sofá e, claro, protestar nas redes sociais contra a ‘libertinagem’ promovida pela Globo.
Novela boa é novela polêmica. ‘Segundo Sol’ promete suscitar bons debates.