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"Todo mundo foi prejudicado", diz autora sobre D. Dolabella

2 jun 2014 - 18h40
(atualizado às 18h41)
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<p>Cristianne Fridman é autora da novela 'Vitória', da TV Record</p>
Cristianne Fridman é autora da novela 'Vitória', da TV Record
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias / Divulgação

A segurança e satisfação de Cristianne Fridman com Vitória impressionam. Sem se esquivar de perguntas sobre as crises da novela – com a saída do elenco de Dado Dolabella, um dos protagonistas da trama – ou sofrer por antecipação com as pressões pela audiência, a autora das bem-sucedidas Chamas da Vida e Vidas em Jogo acredita que o novo trabalho evidencia sua maturidade como escritora.

"Em duas novelas como titular, tive a liberdade de experimentar e saber o que podia funcionar ou não. Agora, ainda busco novos caminhos, mas de forma mais focada e com personagens melhor construídos e maduros", analisa.

Carioca formada em Jornalismo, Fridman começou na TV como coautora de Dona Anja, novela exibida em 1996 pelo SBT. Alguns anos depois, trabalhou como colaboradora de folhetins e programas da Globo, como Coração de Estudante e Gente Inocente. Até que assinou com a Record, onde teve a oportunidade de contar suas próprias histórias.

"A Record me dá liberdade para fazer o que eu quiser. Isso não tem preço. E o que mais quero é entregar um produto de qualidade e apelo popular. Afinal, qual autor de novela não quer ser visto?", questiona.

TV Press - Vitória é sua terceira novela como autora titular na Record. Quais os diferenciais que você apontaria nesta nova empreitada?

Cristianne Fridman - 

Temos um mocinho cadeirante, um núcleo de neonazistas e vamos falar também sobre trabalho infantil. Mas acho que o diferencial da novela não está no tema, mas na abordagem. Já encheu o saco encontrar sempre os mesmos limitados personagens nas tramas. Minha mocinha não é correta, o núcleo cômico tem momentos dramáticos, todo mundo é meio vilão e meio "boa praça". Quis dar um tom muito naturalista a

Vitória

. A novela vai mostrar pequenas e grandes batalhas cotidianas.

A trama é centralizada na figura de Artur (Bruno Ferrari), um protagonista anti-herói e cadeirante. Como surgiu a inspiração para criar este personagem?

Estava em uma festa de Réveillon e, em uma conversa com um amigo cadeirante, ele me disse que ficava impressionado que, na época das festas de final de ano, todo mundo era mais gentil e atencioso com ele. Foi aí que tive a ideia de fazer um vilão cadeirante, alguém que cometesse atrocidades, mas que, por estar em uma cadeira de rodas, causasse alguma comoção ou justificativa para suas ações nada legais. Só que, ao escrever a novela, resolvi que ele poderia ser um personagem dúbio, mais complexo e realista.

Com as gravações a todo vapor, Dado Dolabella foi demitido do folhetim pela conduta agressiva que teve durante as gravações dos primeiros capítulos em Curaçao, no Caribe. Como a saída dele repercutiu no seu processo de trabalho?

Alterou toda a estrutura da novela. Todo mundo foi prejudicado, inclusive ele mesmo. Para mim, foi uma aposta que não conseguirei concluir. E todos decidimos seguir em frente. O personagem dele, Léo, que iria disputar a mocinha, Diana (Thaís Melchior), com o Artur, vai aparecer como uma participação nos primeiros capítulos e só. Frustrações e problemas de percurso acontecem em muitas novelas. O triângulo amoroso que serve de base para a novela teve de ser todo refeito. Conversei com a direção e optei por uma solução muito confiável e certeira, que foi dar mais destaque ao personagem do Rodrigo Phavanello.

Já sem contrato com a emissora, como o personagem de Dado sai da trama?

Ele deixa a novela através de uma carta. É um recurso muito utilizado por diversos autores e é uma maneira de tudo acontecer de forma menos agressiva possível. A gente já não podia contar com ele para fazer as cenas e não tinha tempo hábil de gravar tudo de novo com um novo ator no papel.

Vidas em Jogo, de 2011, foi a última novela da Record a entregar audiência com dois dígitos na média geral de exibição. Como você analisa a perda gradativa de audiência da teledramaturgia da emissora?

Acho que tudo é fase. A Record teve uma fase de altos índices, que agora estão médios e podem aumentar de novo. A Globo passa por uma crise parecida com suas tramas. É importante incentivar a teledramaturgia no Brasil. E a Record surgiu como uma boa opção para o telespectador e foi se reestruturando aos poucos. Acho que temos novelas e autores incríveis. Por erros estratégicos de percurso de uma emissora que ainda busca seus ajustes e uma natural mudança no perfil do telespectador, o cenário ficou meio abalado nos últimos anos. No entanto, isso deve mudar. A Record sabe fazer novelas e tem a importante função de movimentar o mercado.

Fonte: TV Press
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