Sergio Guizé reflete sobre seu retorno às novelas: 'Explorar nuances que antes não consegui'
Em entrevista à Contigo! Novelas, Sergio Guizé revelou mais detalhes de seu retorno às novelas como Candinho em Êta Mundo Melhor, atual novela das seis da Globo
De volta à pele de Candinho em Êta Mundo Melhor! (Globo), Sergio Guizé aproveita cada momento com liberdade e alegria. Com humor, ele fala sobre os novos desafios do personagem, a interação com os animais e a parceria com sua eleita, a atriz Bianca Bin, em entrevista à Contigo! Novelas.
Você está de volta à TV com um personagem querido pelo público. Como foi reencontrar esse universo?
"Foi quase como revisitar uma parte muito especial da minha vida. Em 2016, quando gravei Êta Mundo Bom!, com direção do Jorginho Fernando, aprendi muito. Ele foi um grande professor. Agora, nove anos depois, não imaginava ter essa oportunidade novamente. Durante esse tempo, fui guardando desejos, ideias que queria colocar em prática. Quando surgiu o convite, mergulhei de cabeça, pronto para aproveitar cada momento".
O que mudou desta vez?
"Estou me permitindo brincar mais, explorar nuances que antes não consegui. A Amora Mautner, que está à frente da direção, trouxe uma dinâmica incrível. Ela juntou o melhor do que já existia, adicionou sua técnica e tempero, deixando tudo ágil e divertido. Tenho liberdade para criar, improvisar, trazer humor e até usar outros personagens, como o burrinho Policarpo, para dizer coisas que o meu não teria coragem".
Por falar no Policarpo, como tem sido essa retomada com os animais?
"Sou apaixonado por eles. Na novela anterior, ele era interpretado pelo Juca, um burrinho de quem senti muita falta quando tudo acabou. Agora, em Êta Mundo Melhor!, a parceria é com a Juliana, uma jumentinha encantadora. É um respiro gravar com eles, dá um toque especial às cenas".
Como é a rotina de gravação e a preparação para tantas cenas?
"É intensa. São muitas sequências por dia, e precisamos manter o tom certo - entre o romance, a comédia e o melodrama. O risco de cair no exagero é grande, então essa é a nossa maior preocupação: manter o equilíbrio e a verdade das cenas. Quando a equipe se diverte e se emociona junto, sabemos que o público também vai sentir isso".
Como define a nova realidade do Candinho?
"É uma grande virada. Antes, ele vivia no interior, num sítio simples. Agora, acorda em uma mansão dos anos 1950, em São Paulo, com café da manhã farto e uma rotina completamente diferente. Isso muda a cabeça de qualquer um, e eu estou usando cada detalhe para enriquecer a interpretação".
Quais são suas referências para viver o personagem?
"Carrego comigo tudo que foi construído antes. Candinho nasceu a partir de personagens que marcaram a primeira versão, como a Filomena, da Débora Nascimento, e o Pirulito, do JP Rufino. É um trabalho coletivo, e agora os novos personagens também vão poder usar o Candinho para criar suas próprias histórias e manter essa chama acesa até o final da novela".
A atriz Bianca Bin, sua mulher, também esteve nos primeiros capítulos da trama. Como foi dividir a cena com ela?
"É muito gostoso. Ela me ajuda muito e nós nos ajudamos o tempo todo. Sinto que é minha grande parceira de vida, de arte, de palco e de cama. É uma troca deliciosa, trabalhamos muito bem juntos".
Fora da TV, vocês têm algum projeto juntos?
"Com certeza. A gente tem um projeto de teatro juntos e outros trabalhos que estamos planejando, inclusive novas novelas. É muito bom trabalhar com a Bianca, a gente se dá muito bem. Tenho certeza de que novos projetos vão chegar na hora certa".