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Novela da Globo sofreu com censura e falta total de orçamento há 54 anos

Uma obra da TV Globo em coprodução com a TV Cultura sofreu com censura e uma falta de dinheiro para chegar as telinhas há 54 anos; saiba tudo

16 ago 2025 - 07h30
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Meu Pedacinho de Chão estreou há 54 anos
Meu Pedacinho de Chão estreou há 54 anos
Foto: Reprodução/Globo / Contigo

Há 54 anos, a primeira versão de Meu Pedacinho de Chão chegava às telinhas da TV Globo e da TV Cultura. Se tornou a estreante da tradicional faixa das 18h e sofreu com alguns grandes obstáculos: a censura do Regime Militar e a falta de orçamento para produzir e colocar no ar, sendo salva pela emissora dos Marinho com um investimento posterior.

Perrengue de gravação

Escrita por Benedito Ruy Barbosa, o autor declarou ao projeto Autores, Histórias da Teledramaturgia que fez a produção com pouco dinheiro envolvido e que haviam dois salários para os autores: os de primeira linha (equivalente a 3 mil reais) e os de segunda recebiam 1500 reais: "A gente gravava numa fazenda cedida pelo governo, em Itu, e tínhamos essa preocupação porque essa era uma das condições impostas pelas secretarias de Educação e Saúde para que a novela pudesse sair. Tive que colocar elementos como o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) e a vacinação infantil, que na época não era aceita pela população."

Ao mesmo projeto, o escritor declarou que muitas emissoras se interessavam no projeto, mas não desembolsavam dinheiro para investimentos. Ele pontuou que a Globo foi a única que aceitou pagar os custos. A obra foi uma coprodução entre a Cultura e a Vênus Platinada, sendo uma novela educativa: "Todas quiseram, mas ninguém entrava com dinheiro. Sugeriam sempre uma operação triangular com o governo. A única que não me propôs isso foi a TV Globo. Eu falei que precisávamos de 150 mil cruzeiros por mês para tocar a produção. Acertamos tudo e nunca faltou um tostão."

Censuras

O autor relembrou que a novela enfrentou problemas com a censura. O Regime Militar baniu algumas cenas: um personagem tocaria violão e cantaria o Hino Nacional para os caboclos. Depois, um aluno cantaria o hino da escola e teria a bandeira do Brasil estendida na mesa, ambas foram cortadas e a justificativa foram de que a bandeira só poderia ser mostrada em cenas especiais e que o hino não podia ser cantado naquele ambiente.

Nilson Xavier, do Teledramaturgia, pontua que a versão original de Meu Pedacinho de Chão se tornou mídia perdida. Pouquíssimos registros em fotos e vídeos podem ser encontrados pela Internet.

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