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No ar em 'A Vida da Gente', Lacerda quer viver médico realista

9 out 2011 - 21h23
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Geraldo Bessa

A imagem de galã é recorrente na carreira de Thiago Lacerda. Na contramão de alguns atores, que tentam, a todo custo, se desvencilhar da figura do herói romântico, o ator aposta em sua maturidade para não se repetir na criação de tipos semelhantes, como o Matteo de Terra Nostra ou o Conrado de Eterna Magia. Mais do que qualquer personagem ou curso de interpretação, Thiago acredita que envelhecer foi primordial para aprimorar seu trabalho. "O acúmulo de experiências e a convivência com pessoas diferentes interferem muito no meu processo de atuação. Tenho orgulho das minhas marcas de expressão e dos fios grisalhos", valoriza o ator de 33 anos, que volta ao recorrente posto de mocinho na pele de Lúcio, o sensível médico de A Vida da Gente, atual novela das seis da Globo.

Ao ler os primeiros capítulos do folhetim de Lícia Manzo, o que mais instigou o ator foi o tom realista dado pela autora a cada personagem. Para interpretar Lúcio, a principal preocupação de Thiago foi buscar informações para construir um médico totalmente verossímil. Para isso, durante cinco meses ele fez visitas frequentes ao hospital Copa D'Or, no Rio, e aprofundou-se no trabalho humanitário do projeto Médicos Sem Fronteiras, organização internacional que leva ajuda médica e social a locais que passam por situações de emergência, como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social. "Era para ser apenas um trabalho de pesquisa, mas mudou minha vida. Ouvi muitas histórias e fiquei com vontade de fazer parte daquilo. São pessoas que abdicam de suas vidas para um bem maior", explica.

Além do lado humanitário, o contato com os médicos também foi importante para Thiago chegar ao ponto exato do grande conflito de seu personagem: a ética médica. Já que Lúcio se apaixona pela tenista Ana, de Fernanda Vasconcellos, enquanto ela está em coma e sob seus cuidados. "Essa situação é totalmente condenada. Os médicos tomam cuidado até na maneira de cumprimentar seus pacientes. É um universo de expectativa intensa e pessoas fragilizadas podem confundir a relação", ressalta. Cheio de dúvidas e informações, o ator recorreu a ajuda da autora e do diretor de núcleo do folhetim, Jayme Monjardim. O maior questionamento era como a questão da ética seria abordada na trama. "Queria saber qual a visão deles. Se o personagem seria um vilão ou um mocinho de fato. Se ele fosse um vilão, seria bom colocar um traço de psicopatia. É uma relação possível, mas improvável", analisa o ator carioca.

Intensos processos de composição são normais na carreira de Thiago. Em Terra Nostra, sua estreia como galã do horário nobre, ele aprendeu a tocar gaita, dançar tarantela e fez muitas aulas de italiano. Foi a partir deste personagem que seu nome passou a ser cada vez mais disputado pelos autores da emissora. Antes, ele havia participado de forma discreta do seriado Malhação, até que teve uma elogiada atuação na badalada minissérie Hilda Furacão, em 1998. Ao completar 14 anos de televisão, Thiago assume que hoje em dia lida bem melhor com a fama. Desde que A Vida da Gente estreou, ele viu sua rotina mudar novamente.

Nada diferente de trabalhos anteriores, onde um grande volume de cenas vem acompanhado de uma incessante procura por histórias de sua vida pessoal e fotos de seu cotidiano. "Somos necessariamente muito expostos quando fazemos televisão. Este é o meu trabalho e eu procuro me preservar. Não saio por aí colocando uma melancia no pescoço e desfilando pelo calçadão do Leblon", brinca, referindo-se ao charmoso bairro do Rio, onde celebridades são constantemente fotografadas.

Ligação profissional

Entre novelas, minisséries e programas especiais, Thiago já contabiliza 19 trabalhos na Globo, sete desses sob o comando do diretor de núcleo de A Vida da Gente, Jayme Monjardim. O início da parceria foi em Terra Nostra, novela que tornou o ator conhecido nacionalmente, e se repetiu em minisséries e folhetins de sucesso, como A Casa das Sete Mulheres, de 2003, e América, de 2005. "O trabalho de direção do Jayme é muito delicado e preciso. Sou aquele tipo de ator exigente e é bom estar em um produto bem feito", elogia.

Atualmente, os dois se preparam para trabalharem juntos no cinema. O diretor comprou os direitos da trilogia O Tempo e o Vento, do escritor Érico Veríssimo, e convidou Thiago para dar vida ao capitão Rodrigo. Papel que já foi defendido por Tarcísio Meira em uma minissérie exibida pela Globo em 1985. "As filmagens começam no ano que vem. Na época que o Jayme me convidou, estava gravando Páginas da Vida com o 'Tarcisão'! Aproveitei e pedi a bênção dele para fazer o personagem", relembra.

Instantâneas

# A admiração de Thiago pelo trabalho da organização Médicos Sem Fronteiras resultou em uma campanha estrelada pelo ator pedindo donativos para o projeto.

# Antes de A Vida da Gente, Thiago fez uma pequena participação em Cordel Encantado, onde interpretou o rei Teobaldo.

# O primeiro emprego do ator foi como modelo. Paralelamente, ele fazia faculdade de Administração de Empresas e estudava Artes Cênicas na Studio Escola de Atores.

# Se não fosse ator, Thiago acha que seria um bom repórter, veterinário ou administrador. "De fome eu não morro! Não tenho medo de trabalho", garante, aos risos.

Thiago Lacerda vai viver um médico que se apaixonará por Ana (Fernanda Vasconcellos)
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Foto: Pedro Paulo / TV Press
Fonte: Terra
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