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Gabz revela como se preparou para papel em Coração Acelerado: 'Fui para Goiás'

Em entrevista à Contigo! Novelas, Gabz ainda comenta pontos em comum com a Eduarda, sua personagem de Coração Acelerado

5 fev 2026 - 14h18
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Presente no movimento hip hop, Gabz mergulha no sertanejo para interpretar Eduarda, em Coração Acelerado. No ar na novela das 7 da TV Globo, a artista fala de sonhos, a paixão por música e o desafio de se aventurar em outro ritmo.

A atriz Gabz |
A atriz Gabz |
Foto: Globo / Contigo

Eduarda é uma trambiqueira do bem?

Eduarda é trambiqueira! Ela foi educada na sobrevivência e acho que tem um dilema bonito, porque está tentando sobreviver num mundo complexo. Ela foi abandonada pela mãe, já morou na rua, teve que se virar. Ela trabalha em tudo que você der para ela, dá os jeitinhos dela, porque quer ser cantora. E a gente sabe como muitas vezes a arte é um lugar longe. A gente não sabe nem por onde começar. Mas essa garra dela, a vontade de vencer e a alegria em fazer todas as coisas, dar um jeito em tudo, é uma coisa que eu acho muito bonita. Então, sim, teremos uma diva trambiqueira [risos].

Essa luta para viver da arte, para realizar esse sonho, é uma coisa que você se identifica, né?

Sim, não que eu faça trambique, tá [risos]? Mas é isso, é ter a garra para você transformar sua própria realidade por meio do sonho, por meio do seu dom. Eu sinto que na nossa novela tem uma parada que me emociona muito, que é transformar o sonho em possibilidade e, por outro lado, transformar o ordinário em extraordinário. É ver as coisas da vida, os pequenos valores que a gente tem, que é a família, o afeto, a vontade de fazer o que a gente gosta. Isso é muito importante e essa novela está trazendo isso para o centro.

Tem mais alguma coisa em comum com ela?

A gente se encontra em muitos lugares. A gente se encontra no sonho, no humor, na vontade de viver apesar de qualquer coisa, a vontade de fazer a nossa arte do nosso jeito, apesar de qualquer desafio que role. A Duda está muito próxima. Acho que todo personagem a gente tem que achar ele dentro da gente. E a Duda foi muito fácil de encontrá--la dentro de mim por conta disso. Porque eu me emociono com a história dela, eu me divirto com a história dela. Esse é o nosso ponto de encontro.

Como se preparou para interpretá-la?

Eu fui para Goiás e uma das primeiras coisas que fiz foi ir a um barzinho de Goiânia que tinha umas meninas cantando e fui conversar com elas. Eu queria conhecer Goiás, pisar em Goiás, conversar com a galera, o que é muito fácil, porque eles gostam de conversar para caramba [risos]. Todos os dias que eu saí, eu fiz uma amizade nova, para falar sobre a realidade de Goiás, sobre como as coisas acontecem. Goiás tem um cosmos, né? Tem uma coisa que pega a gente. Eu sou apaixonada por música, e o sertanejo é muito rico, tem muita influência, é um ritmo que entra. Sou do hip hop, sou carioca, cresci num ambiente extremamente urbano. Eu sou a rapper que virou boiadeira.

Você já cantava, mas era hip hop. Como é se aventurar na música sertaneja?

É o meu cowboy Carter, é o meu momento Beyoncé e estou me divertindo muito! Estou descobrindo muita coisa sobre sertanejo. Porque o hip hop sempre esteve em polos muito opostos ao sertanejo, historicamente, que a gente vê. Mas a diva Beyoncé já nos abriu os olhos e fazendo esse trabalho pude abrir os meus olhos do quanto está muito mais próximo. Tudo que é Brasil, tudo que vibra no povo, tudo que a gente está ouvindo ali na esquina, isso é Brasil demais. E isso também é muito hip hop, porque o hip hop é sobre catalisar a nossa cultura, sobre samplear toda essa brincadeira. E o sertanejo é isso, é o algo que pulsa nos nossos interiores, é algo que nos conecta com a América Latina. E esse ritmo também é nosso, pretinhos! Esse ritmo está na nossa história e tem muito pretinho por aí ouvindo, vibrando no sertanejo. Então, é importante que a gente saiba que a gente não tem lugar que não é nosso. A gente tem que olhar lá, entender e catar também de volta, que nem a Beyoncé fez e a Eduarda vai fazer também. Eu amo todos os ritmos que tocam o coração do brasileiro e estou me divertindo muito ouvindo música o dia inteiro, ouvindo Marília Mendonça o tempo todo e sendo paga para isso ainda! Quer mais [risos]?

E como é importante ter a Eduarda ali, ocupando esse lugar de uma cantora sertaneja negra, porque é uma minoria no gênero.

Sim! Eu fiz uma pesquisa forte para eu ver o lugar das pessoas negras no sertanejo e temos essa história. E essa história acabou por ser um pouco esquecida, apagada e é importante a gente fazer esse processo. Porque o sertanejo começa com os trabalhadores do campo e todo lugar que tem trabalhador tem gente preta, tem indígena pra caramba dentro de Goiás. Ali você tem uma cultura muito vasta. É importante a gente ver isso, porque no Sudeste a gente vê uma superfície e a gente acha que está sabendo, mas não. Tem muita coisa, tem muita história. Quando eu fui para Goiás para estudar a minha personagem, eu conheci uma das únicas escolas multiculturais que a gente tem no Brasil e ela é na cidade de Goiás! Ela ensina a partir da perspectiva em Iorubá. E eu nunca imaginei que iria encontrar isso sem querer e encontrei em Goiás. Então tem muita coisa para a gente olhar e trazer para nossa identidade também.

E como é cantar esse gênero?

Cantar sertanejo é um desafio, é aprender a cantar de novo. São outras técnicas. É um desafio gostoso demais!

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