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Daphne Bozaski saiu de ‘mocinhas sofredoras’ e encarou vilã em 'Três Graças': ‘Ficava me tremendo’

Em entrevista ao Terra, a atriz conta como foi a experiência de fazer a primeira novela das 21h

15 mai 2026 - 04h59
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Daphne Bozaski relembra cenas que ficou ‘arrasada’ e ‘tremendo por dentro’ em Três Graças:

Quase dez anos separam a estreia de Daphne Bozaski na Globo como a inocente Benê, de Malhação - Viva a Diferença, do momento que a atriz vive atualmente como a vilã Lucélia em Três Graças, que chega ao fim na noite desta sexta-feira, 15. Em entrevista ao Terra, a artista conta como desejou um papel de antagonista para mostrar versatilidade após três papéis seguidos de “mocinhas sofredoras”, ainda que bem diferentes entre si.

Daphne até hoje tem fãs que a acompanham de perto por conta de Malhação. A temporada que ela estrelou ganhou um Emmy Internacional e uma continuação na série As Five. Após isso, ela ainda fez Nos Tempos do Imperador e roubou a cena em Família É Tudo com a personagem Lupita. Mas foi no horário nobre com Três Graças que recebeu um retorno ainda maior do público, que a para na rua para falar de Lucélia. E poder fazer isso com uma personagem tão diferente das outras foi ainda mais especial.

“Sempre fiz mocinhas sofredoras. Antes de entrar na Globo tinha feito outros trabalhos, mas nunca uma vilã. Fazer uma vilã tem esse lado de mostrar que vou da boazinha para a má. Abre um leque de possibilidades para novas personagens. Todo ator e atriz quer fazer um vilão um dia para mostrar essa versatilidade."

Daphne Bozaski interpretou a Lucélia em Três Graças
Daphne Bozaski interpretou a Lucélia em Três Graças
Foto: Divulgação/Carmen Campos

Ao interpretar Lucélia, Daphne descobriu que dar vida a mocinhas pode ser mais difícil do que a uma vilã, pois é difícil manter o carisma de uma personagem boazinha durante meses para que o público não perca o interesse por ela. Porém, também teve desafios ao encarnar alguém tão diferente de si como fez em Três Graças.

"A Daphne não é uma pessoa homofóbica e racista. Na nossa vida, a gente não quer lidar com esses lados feios, mas os vilões soltam as garras. Ficava tremendo por dentro assim, porque tinha que falar coisas muito cruéis na cara das pessoas como se estivesse falando uma coisa super tranquila."

Além dos preconceitos da personagem, a atriz também encarou uma mudança brusca com Lucélia, que foi de uma jovem que se fazia de sonsa para uma bandida que comanda a Chacrinha. Nessa reviravolta, ela interpretou a cena que considera mais difícil de toda novela, em que teve que apontar uma arma para Maggye (Mell Muzzillo) e Júnior (Guthierry Sotero).

"Foi muito intenso. Segurar a arma na cara de uma pessoa foi muito desafiador. Foi uma cena que me marcou muito, tanto que quando acabou eu falei assim: 'Meu Deus, vamos sair, vamos comer alguma coisa juntos. Amo vocês, não fiquem bravos comigo'. A gente saiu, foi viver um pouco da nossa vida fora da desses personagens. É muito forte você fazer uma cena em que você detona uma pessoa. Olhar o Guthi chorando foi muito difícil. Fiquei acabada", recorda.

Daphne como Lucélia em Três Graças
Daphne como Lucélia em Três Graças
Foto: Globo/Estevam Avellar

Das parcerias que teve em Três Graças, Daphne destaca Miguel Falabella e diz que foi "inspirador" contracenar com uma pessoa que cresceu assistindo e que tem o conhecimento de ser ator, diretor e dramaturgo. Além disso, ela comenta o trabalho com Gabriela Medvedovsky. As duas atuaram juntas em Malhação, Nos Tempos do Imperador e já têm um novo trabalho em vista.

"A Gabi sempre foi uma pessoa que esteve muito presente. Ela se fez muito presente quando eu estava grávida do meu filho e convivemos muito. A gente tem uma intimidade fora de cena. dentro de cena e sabemos trabalhar juntas. Tanto que vamos fazer uma peça que vai aqui em São Paulo em agosto", adianta.

Começo nas artes

Daphne Bozaski teve contato com o mundo do teatro desde cedo. A mãe dela, Ivete Bozaski, trabalhava como atriz de peças infantis antes de se dedicar à carreira de pedagoga. Por conta disso, Daphne relembra que cresceu na coxia de teatros e se apaixonou por esse universo, mas preferiu estudar balé em um primeiro momento e chegou a estudar dança na Universidade Federal do Paraná (PR), até que foi "picada pelo bicho da atuação."

Ela começou a carreira de atriz no teatro e estreou no audiovisual com a série infantil da TV Cultura Que Monstro te Mordeu?. Foi nos palcos que a artista conheceu o marido, Gustavo Araújo, que era músico em uma peça que ela fazia.

Daphne Bozaski e o Marido, Gustavo Araújo
Daphne Bozaski e o Marido, Gustavo Araújo
Foto: Divulgação/Gustavo Mendes

Atualmente, Gustavo é chef de cozinha. Ele e Daphne são donos do restaurante Casa Araújo, em São Paulo, onde ela trabalha quando não está ocupada com a vida de atriz. "Cuido da parte da divulgação, das fotos que a gente vai postar. Se está precisando de cadeira ou de mesa, vou lá e compro. Ajudo nesse backstage e meu papel também é receber as pessoas que chegam lá. Apresento a Casa, conto que a ideia é que elas fiquem à vontade. Não é aquele restaurante que você vai, acaba de comer e já estão tirando seu prato para a mesa rodar. Elas ficam o tempo que quiserem. Tem sido muito gostoso. Acabo de gravar e já volto para o restaurante."

Daphne e Gustavo têm um relacionamento de 13 anos. Juntos antes de a atriz se tornar conhecida em todo o Brasil, ela fala que o apoio do marido sempre foi fundamental.

"Quando você fica muito conhecido, muita gente te encontra e quer falar com você, mas é tudo muito rápido. Isso pode ser um papel e, depois, você fica sem trabalho. O Gus sempre foi meu pé no chão. Sempre me falou: 'Vai lá, vive, faz o que tem que fazer, mas volta para casa e para nossa vida'. Ele sempre foi uma pessoa que me ajudou a estar nesse universo, mas também a não me deslumbrar e a não deixar que aquilo engula todo o meu tempo e energia."

Daphne Bozaski com o filho, Caetano
Daphne Bozaski com o filho, Caetano
Foto: Reprodução/Instagram

Os dois são pais de Caetano, de 7 anos. A atriz deu à luz o menino em dezembro de 2018, no mesmo ano em que parou de gravar Malhação, e conta que foi uma gestação planejada. "Estava muito cansada por causa da Malhação. Foi um ano de muito trabalho e muita gravação. Então, foi bom tirar um ano para me reconectar. Curti muito a gravidez e os primeiros seis meses com o Caetano, depois já estava voltando a gravar. Mas foi uma mudança radical, porque saí da Benê e tive que entender como divulgaria isso. As pessoas achavam que eu tinha 16 anos, mas tinha 25. Tive que contar uma história de que sou a Daphne, casei com o Gustavo e marquei uma lua de mel para o pessoal entender que eu não era a Benê."

Sobre a personagem que lhe abriu as portas na Globo, Daphne diz que ficou com medo de ficar marcada por ela para sempre, mas depois entendeu que muitos atores sonham a vida toda com um personagem como a Benê. "Esses personagens são diamantes na nossa carreira. Tem gente que passa uma vida inteira sem ter um personagem como esses. Então, se tiver que ficar marcada, que seja por ela, porque realmente foi uma personagem muito especial e foi lindo de fazer", conclui a artista.

Fonte: Portal Terra
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