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Cleo Pires faz mistério sobre "vilanias" de nova personagem

21 set 2010 - 07h28
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Márcio Maio

Tudo soa muito familiar para Cleo Pires quando a atriz fala sobre Araguaia, seu próximo trabalho na TV. Na história de Walther Negrão, que estreia na Globo no próximo dia 27, a jovem interpreta a sedutora Estela, uma descendente de índios que fica viúva na primeira semana da novela e se envolve com o enteado Solano, de Murilo Rosa. A parceria com Edson Celulari, que encarna o marido marcado para morrer Fernando, já foi vivenciada em América, em 2005. Na mesma época, Cleo experimentou viver uma mulher que fazia de tudo para conquistar o "tio" Glauco, de Celulari, pai de uma de suas amigas. E os conhecimentos indígenas remetem ao filme Índia, A Filha do Sol, primeiro longa que sua mãe, Glória Pires, fez. Até a região onde se passa o folhetim, em Goiás, é velha conhecida dela, já que a família de seu padrasto Orlando Moraes tem fazendas por lá. "Existem muitas coincidências mesmo. Isso é instigante. E ajudou bastante na hora da composição. Mas não quer dizer que eu não tenha me preparado nos workshops e nas leituras com o resto da equipe", valorizou.

Cleo não esconde que serviu como espécie de "monitora" do grupo que viajou para Goiás. "Apresentei para o pessoal o óleo de babaçu, contra os insetos, e também mostrei lugares mais seguros para se entrar no rio", justificou. Mas garante que conseguiu aprender coisas novas ao visitar, junto com a instrutora de dramaturgia Paloma Riani, uma tribo dos índios Carajás na Ilha do Bananal. "Fiquei muito impressionada com o que vi, mas o que mais chamou minha atenção foi o olhar deles. Parece que sabem exatamente o que você está pensando. Como se estivessem curtindo com a sua cara por dentro", explicou.

Na trama, Estela disputa a atenção do domador de cavalos Solano com a mocinha Manuela, interpretada por Milena Toscano. Mas Cleo jura que não vai encarnar uma vilã, apenas a antagonista. E se cala quando o assunto é a misteriosa missão que sua personagem carrega. Provavelmente ligada à maldição que determinaria o fim de todos os homens da família de Solano que nasceram na região e permaneceram ali. E que causa a morte de Fernando quando ele retorna. "Se ela fosse considerada uma vilã, poderia ser por conta dessa missão. Mas não posso adiantar nada, o autor me mata se eu fizer isso", brincou, com bom humor. Cleo dá algumas pistas sobre uma possível relação da viúva com isso. "Essa missão dela bate de frente com o amor que começa a sentir pelo Solano. Acho que esse é o grande conflito da Estela", adiantou.

Para dar vida à personagem e, principalmente, gravar as cenas de rituais indígenas, Cleo precisa passar por um longo processo de maquiagem para cobrir suas nove tatuagens espalhadas pelo corpo. No início, só isso levava quase três horas, já que era difícil achar a melhor tonalidade para a pele da atriz. "Agora, não passamos de uma hora e meia. Eu já estou acostumada", minimizou ela, que não presenciou nenhum ritual indígena verdadeiro. "Tudo ali é fictício, com base no que a gente conhece sobre a cultura deles", entregou.

Capa da edição especial de 35 anos da Playboy no Brasil, Cleo não vê problemas com as cenas de banho no Araguaia. "Tudo é muito sutil. O figurino mesmo é simples. Porém, rendado e esvoaçante. Feminino, sem ser 'mulherzinha', o que eu adoro", conta. Posar nua, aliás, era algo que a atriz frisa bem que tinha vontade de fazer. E explica o motivo de uma forma bem direta. "Vontade de expor essa veia mais exibicionista sobre a minha pessoa", resumiu. Um desejo que pode não parar por aí. "Agora, não tenho vontade de fazer mais nada. Só que não sei se já cheguei no meu limite do exibicionismo. Nada vem à minha cabeça que eu pudesse recusar de cara", atestou.

Araguaia - Estreia dia 27 de setembro, às 17h50, na Globo.

Outras paradas

Cleo Pires se mostra inquieta quando o assunto é seu futuro profissional. Mesmo com o peso de ser uma das atrizes de sua geração mais disputadas pelos autores, não sabe se quer ficar apenas atuando. E com tantas influências musicais na família - ela é filha do cantor Fábio Jr., enteada de Orlando Morais e irmã de Filipe Galvão, o Fiuk, que protagonizou Malhação ID -, não descarta a possibilidade de se aventurar nessa área. "As coisas vão acontecendo. Não existe nada estipulado, mas acho que canto bem", avaliou, entregando, em seguida, que estilo seguiria se optasse por gravar um CD. "Gosto de tudo. Mas, de alma, sou uma garota 'rock n' roll'", divertiu-se.

Além disso, a atriz assume que costuma dedicar parte de seu tempo à escrita. Nada muito elaborado, mas algo que pode já ser uma espécie de "tubo de ensaio" para um projeto em um futuro distante. "São coisas pessoais. Não tenho técnica e nem sei se faço bem. Mas gosto de poder me expressar. Se eu encontrar formas legais e divertidas de mostrar o que sinto e penso, posso me interessar", afirmou.

Instantâneas

# Cleo Pires estrearia na TV em 2004, no papel da protagonista Zuca da segunda versão de Cabocla. Mas recusou o convite. "Não tinha certeza se queria ser atriz e, diante dessa dúvida, seria falta de respeito com o ofício e uma baita sacanagem com a classe artística se eu entrasse no trabalho com esse peso", desculpou-se.

# Glória Pires e Fábio Jr. começaram a namorar durante as gravações da primeira versão da novela Cabocla, exibida pela Globo em 1979. Cleo nasceu três anos depois.

# Cleo experimentou interpretar uma mocinha em Ciranda de Pedra, quando viveu a romântica Margarida.

# A estreia de Cleo como atriz aconteceu no cinema, em 2004, com o longa Benjamim, dirigido por Monique Gardenberg e com roteiro baseado no livro homônimo de Chico Buarque.

Cleo Pires viverá vilã na novela 'Araguaia', da Globo
Cleo Pires viverá vilã na novela 'Araguaia', da Globo
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
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