Lordello, do Operação de Risco: "Mostramos o melhor da polícia"
No sábado (1), o 'Operação de Risco' registrou média de 3.1 pontos de audiência. Esse índice representa 700 mil telespectadores apenas na região metropolitana de São Paulo.
O programa comandado por Jorge Lordello tem alternado com o humorístico 'Encrenca' a liderança de audiência entre todas as atrações da RedeTV!.
Além de apresentador, Lordello é especialista em segurança e pesquisador criminal. Na entrevista a seguir, ele comenta o bom desempenho da atração, opina sobre a entrada de Datena na política e defende uma postura mais positiva da imprensa em relação ao trabalho da polícia.
Como explica a crescente audiência do Operação de Risco, considerando ser um programa com formato simples, equipe pequena e custo reduzido?
O formato não é tão simples assim porque envolve gravar grandes operações policiais e geralmente ocorrências complexas e de grande risco. Temos várias equipes espalhadas pelo Brasil registrando o trabalho policial e uma excelente equipe de base para produzir o reality policial que é pioneiro da TV no Brasil.
Quais os diferenciais do Operação de Risco na comparação com atrações semelhantes de outros canais?
Mostramos os casos policiais no calor das emoções. A expectativa que o telespectador tem ao assistir ao Operação de Risco é bem diferente de uma simples narrativa. Mostramos mais o trabalho operacional da polícia, ao contrário de outros programas que mostram ocorrências apenas de brigas e desentendimentos familiares de forma cômica. O Operação de Risco conduz a ocorrência policial de forma séria e isenta. Em nosso programa é possível assistir ao policial inquirindo suspeitos de crimes e verificar as artimanhas usadas pelos bandidos para tentar fugir da prisão em flagrante. Em 2015 introduzimos no Operação de Risco dicas de segurança para que o telespectador possa aprender estratégias preventivas para minimizar riscos da violência urbana.
A eleição para prefeito de São Paulo poderá ter 3 apresentadores na disputa: José Luiz Datena, Celso Russomanno e João Doria Jr. Acha que eles poderão fazer para uma discussão séria sobre soluções para a insegurança na cidade?
Principalmente o Datena e o Russomanno podem contribuir sim para o debate do papel do município na segurança pública, pois eles conhecem bem os problemas ligados à criminalidade.
No Congresso Nacional, a chamada 'bancada da bala', composta por policiais e ex-policiais, tem sido muito criticada na mídia e nas redes sociais. Qual sua opinião sobre a participação de profissionais da segurança pública na política?
Enxergo de maneira diferente. Os legisladores oriundos das classes policiais geralmente obtêm votação expressiva. Sou muito presente nas redes sociais e percebo que a maioria dos internautas deseja mudanças legislativas bruscas na esfera penal, com endurecimento de penas e cassação de benefícios para criminosos.
Como avalia a imagem que os telejornais transmitem da polícia? Há quem critique a exibição de matérias que só mostram os desvios de conduta no meio policial.
Há mais de 20 anos acompanho diariamente as notícias veiculadas na televisão, jornal, rádio e internet sobre violência urbana. Posso garantir que a maioria das informações são casos bem resolvidos da polícia. Agora, quando o policial erra, principalmente na esfera dolosa, a repercussão é grande, em qualquer lugar do mundo, não é exclusividade do Brasil. No geral a mídia poderia dar mais ênfase ao bom trabalho realizado pela polícia. As ações positivas fazem parte da grande maioria das forças policiais. O Operação de Risco mostra essa realidade e o telespectador vibra muito.
'Operação de Risco' - Sábados às 22h15 na RedeTV!