Letícia Spiller diz que pediu para fazer novela de Manoel Carlos
Letícia Spiller está realizando um sonho antigo: fazer uma novela de Manoel Carlos. Ela mesma procurou o autor quando soube que ele estava escrevendo Viver a Vida, próxima novela das 21h da Globo.
"Pedi para trabalhar com ele. Tinha feito Duas Caras há mais de um ano, queria trabalhar, estava cheia de energia", contou a atriz, que estava acostumada a encarnar personagens que carregam nas tintas. "É um desafio dar essa linguagem mais naturalista que o Maneco pede. É um ótimo exercício. Nunca fiz nada muito normal, tudo meu é teatral, arquétipo, adoro fazer personagem que vai no limite. Aqui é mais próximo do cotidiano", completa.
Em Viver a Vida, Letícia interpreta a sofisticada Betina, que sofre ao perceber o excesso de carinho e as más intenções do marido, Gustavo (Marcello Airoldi), com a prima Malu (Camila Morgado). "Ela fica incomodada com esse assédio, mas não é pessoa boa, nem má", diz a atriz, que, ao gravar com parte do elenco em Búzios, relembrou os tempos de infância dourada no bairro do Leme, Zona Sul do Rio.
"Eu era menina do Leme. Ia à praia todo fim de semana. Era cheia de sarda no rosto e não tinha tanta neura com o sol. Hoje, não gosto de ficar fritando, mas dar um mergulho é essencial", relembra Letícia.
A atriz aguarda para 2010 o lançamento do filme Tudo O Que Deus Criou, do cineasta paraibano André da Costa Pinto. Para rodar o longa, em que vive a deficiente visual Maura, precisou usar lentes de contato. "No Instituto Benjamim Constant, conheci muitos cegos com olho branco e vi que fazia diferença usar a lente. A minha era do tipo leitosa, que deixa o olho esbranquiçado e a minha visão embaçada", explica sobre a personagem, que terá ainda um triângulo amoroso com Miguel (Paulo Phillipe) e João (Paulo Vespúcio). "Ela nunca foi beijada ou tocada por um homem. É uma história muito bonita", completa.
Filho segue carreira dos pais
Letícia Spiller está orgulhosa. Pedro, 12 anos, fruto do relacionamento com Marcello Novaes, sonha seguir a carreira dos pais. "Coloquei ele no Tablado para ver se tem vocação. Teatro dá a realidade da profissão, que não é ficar só famoso", diz ela, que também apoia a FDP, banda do filho. "O nome é abreviação de Felipe, Diogo e Pedro. É tão bonitinho, eles estão até compondo".