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"Éramos os meninos da Eliana", diz cientista sobre novo programa

6 set 2012 - 14h02
(atualizado às 15h41)
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Anne Gigliucci

"Éramos os meninos da Eliana e relutamos contra isso, não por ela e nem pelo programa, mas, sim, para termos nossa própria imagem", foi o que Wilsson Namen declarou sobre a estreia do programa Ciência em Casa, no National Geographic Channel. Na série, junto com seus companheiros Gerson Santos e Daniel Angelo, é explicado de forma lúdica, inteligente e ousada, vários fenômenos do mundo por meio da ciência, realizando diversas experiências malucas.

O trio é muito conhecido por ter atuado nos quadros Cientistas Malucos do programa Hoje em Dia, Na Ciência tudo é Possível do Tudo é Possível, ambos da Rede Record e também no Ciência em Show do programa Eliana, do SBT. Em entrevista ao Terra, o Wilsson contou que o grupo sempre teve vocação para divulgar a ciência e, por isso, decidiram levar o projeto além dos muros da universidade. O resultado não poderia ser outro: a conquista de um programa em horário nobre com a cara deles.

Além do mais, os rapazes são super engajados. Eles inauguraram uma empresa chamada Ciência em Show, que tem como objetivo educacional mostrar a ciência de uma forma mais divertida aprofundando mais no tema. Foi lançada também uma linha de brinquedos ecológicos movidos a energia solar e um ônibus, que mostra a evolução da eletricidade em diversos eventos no país. O livro Almanaque Ciência em Show, também é obra do grupo, que conta com 52 experiências fáceis e possíveis de serem realizadas em casa.

Confira a seguir a entrevista na íntegra.

Terra - O que te levou a fazer faculdade de física?

Wilsson Namen

De forma irreverente, os três cientistas famosos explicam os fenômenos do mundo por meio de experiências malucas no 'Ciência em Casa', do NatGeo
De forma irreverente, os três cientistas famosos explicam os fenômenos do mundo por meio de experiências malucas no 'Ciência em Casa', do NatGeo
Foto: View Finder Studio / Fox / Divulgação

- Foi uma coincidência. No começo queria fazer Geologia, mas, como não passei, fiz a segunda opção, que era Geofísica. Mas, por ter mais contato com a física no projeto

Show de Física

, me identifiquei e decidi que era isso o que queria fazer.

Terra - De onde surgiu a ideia de formarem um grupo para explicar fenômenos por meio da Ciência e experimentos?
Wilsson
- Surgiu propriamente no Show de Física, onde desenvolvíamos atividades lúdicas em conjunto com o público composto por alunos de escolas públicas e privadas.

Terra - Como é sentir na pele as próprias experiências? Digo, aquelas que nunca foram testadas antes.

Wilsson

- Muitas vezes dá medo. Nossa equipe tem de 30 a 40 pessoas, uma superprodução. Você conhece cientificamente, faz modelos para que nada dê errado, mas sempre tem aquele misto de alegria e medo de sair do controle. É realmente emocionante e quando envolve uma emoção extra é melhor ainda.

Terra - Qual o público do programa?

Wilsson

- Acho que nosso público seja formado por jovens entre 14 a 24 anos - 47% meninos e 53% meninas. Já a NatGeo tem um público mais adulto, a partir de 24 anos e isso é bom, porque atingimos todos os patamares.

Terra - E o objetivo principal?

Wilsson

- Objetivo principal é popularizar o conhecimento acadêmico, temos muito conhecimento, estudamos na USP, e sei que usamos verbas públicas, mas em troca queremos devolver para as pessoas com os ensinamentos do programa. Não devemos só usar e, sim, também retribuir.

Terra - Continuarão com o quadro no programa da Eliana?

Wilsson

- Sim. Uma coisa esta motivando a outra. Tínhamos um quadro a cada 15 dias e, agora, estamos participando mais, após a estreia do

Ciência em Casa

. Gravamos três vezes ao mês.

Terra - Qual a fórmula para que essa união desse tão certo?

Wilsson

- Somos muito honestos um com o outro - sempre houve uma autocritica - além de respeito, reconhecimento, humildade e, claro, sem deixar o ego atrapalhar o trabalho. Esta é a fórmula para as coisas sempre darem certo. Todo mundo procura ser famoso, rico e bem sucedido, mas será que está preparado para isso? Se não a pessoa vai subir e descer, caso contrário vai subir e ficar.

Terra - Vocês tinham em mente que um dia chegariam onde estão agora?

Wilsson

- Não. O mais satisfatório de tudo isso, com nossa informação, é passar a diante de maneira correta e da melhor forma.

Terra - Como é ter um programa no horário nobre do NatGeo?

Wilsson

- Nos sentimos lisonjeados, pois é um canal máster e bláster no meio cientifico. É um sonho realizado. O programa só foi um reflexo do que somos. É muito autoral. A

Fox

nos deu a total liberdade para deixá-lo de acordo com a ciência e como somos.

Terra - Você tem alguma novidade para os próximos episódios?

Wilsson

- O próximo programa será sobre elástico de dinheiro e a pergunta principal é: será que dá para fazer um Bungee Jump com esse material?

O programa

O Ciência em Casa é exibido todas as quintas, às 22h30, no National Geographic Channel. Este sempre começa com uma série de experiências pequenas e termina com uma grande, que aprofunda mais o tema abordado no dia. Na parte técnica há muitos recursos gráficos, além de uma câmera de alta velocidade, onde podem mostrar ao telespectador como os fenômenos aconteceriam em câmera lenta. Além disso, os cientistas sempre dão pitacos históricos de acordo com cada assunto do programa.

A participação de pessoas ilustres, como o astronauta brasileiro Marcos Pontes, que comentou sobre a curvatura da terra, e também o corredor Emerson Fittipaldi, que marcou presença no programa ao comentar sobre uma aposta de corrida entre uma pessoa e um carro, é um dos momentos mais legais da série.

Fonte: Terra
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