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Crítico de TV Matthew Gilbert faz previsões para o Emmy

20 set 2009 - 20h09
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Como o Oscar e o Grammy, o Emmy enfrenta um grande dilema. A missão do prêmio é honrar o melhor na TV, mas a realidade é que pouca gente assiste ao melhor da TV. Se o grosso de indicações e estatuetas do Emmy for para programas de baixa audiência como 30 Rock (Um Maluco na TV), Mad Men e Damages, então o grosso dos telespectadores americanos passará a investir menos na competição anual.

De fato, a transmissão do Emmy no ano passado, que celebrou Mad Men e 30 Rock, registrou sua menor audiência de todos os tempos: apenas 12,2 milhões de telespectadores sintonizaram.

Mesmo assim, os jurados do Emmy precisam manter sua clareza de propósito, que é encontrar e homenagear o melhor do que está por aí, mesmo se isto comprometer o sucesso da transmissão. Se eles perderem o rumo, os prêmios Emmy serão outra versão do People's Choice Award, e depois murcharão para o esquecimento. Então, no espírito de manter nossos olhos nos prêmios, aqui vai uma visão da competição deste ano, que será apresentada no domingo às 20h, no canal 4, com Neil Patrick Harris como anfitrião. (Para mais sobre Harris, confira a página 17.)

Série de drama

Os indicados: Big Love/Amor Imenso, Breaking Bad, Damages, Dexter, House, Lost, Mad Men.

Deveria ganhar: Breaking Bad foi impressionante este ano. Cada episódio foi uma brilhante joia cinematográfica e a trama da temporada foi construída de forma lenta e certeira. Enquanto Dexter e House tiveram temporadas irregulares, em seu melhor elas foram instigantes. Mas Mad Men, vencedor no ano passado, teve uma segunda temporada impressionante, com seus personagens irrompendo em fúria - à maneira contida do início dos anos 1960, é claro. O drama da AMC deveria ganhar.

Vai ganhar: Mad Men é o provável vencedor. A Academia de Artes e Ciências da Televisão tem o hábito de repetir honras (basta lembrar: Nova York Contra o Crime, Os Sopranos, Frasier). Se os jurados quiserem homenagear Lost, será provavelmente na próxima temporada, a última da série.

Faltaram: Vou precisar soletar? As letras são FNL, Friday Night Lights. O constante desprezo da Academia em relação a esse drama é uma desgraça. Também nesta categoria: o espetacularmente escrito e atuado In Treatment (Em Terapia) e a série de ritmo sagaz e divertido True Blood.

Melhor ator de série dramática

Os indicados: Simon Baker (The Mentalist/O Mentalista), Gabriel Byrne (In Treatment), Bryan Cranston (Breaking Bad), Michael C. Hall (Dexter), Jon Hamm (Mad Men), Hugh Laurie (House).

Deveria ganhar: Para mim, o vencedor do ano passado, Bryan Cranston, é o elo fraco de Breaking Bad. Ele não encontrou a linha mestra de seu papel como um homem de família que vira um barão das drogas indecente. Mas sou grande fã de Gabriel Byrne, de In Treatment, e sua performance este ano foi particularmente emotiva. E também adoraria ver Michael C. Hall ganhar. Seu trabalhe em Dexter é brilhante enquanto oscila entre detestável e o heróico com um pequeno sorriso no canto da boca. Porém: Hugh Laurie merece mesmo ser o vencedor.

Vai ganhar: É incrível que Laurie não tenha ganhado ainda nesta categoria, apesar de ter sido indicado três vezes. Suspeito que este ano será seu momento, e seu trabalho está aí para dar sustentação à honra. A esta altura, já é muito fácil considerar uma coisa corriqueira sua extraordinária energia cinética e sutileza. Se observarmos os olhos de Laurie, todas as complicadas questões emocionais ocultas de House estão ali furtivas.

Faltou: Kyle Chandler, de FNL, claro.

Melhor atriz de série dramática

As indicadas: Glenn Close (Damages), Sally Field (Brothers & Sisters), Mariska Hargitay (Law & Order: SVU), Holly Hunter (Saving Grace/O Barato de Grace), Elisabeth Moss (Mad Men), Kyra Sedgwick (The Closer/Divisão Criminal).

Deveria ganhar: Esta categoria está frustrante, porque algumas das melhores atuações ficaram de fora. Mas dentro das indicadas, adoraria ver Elisabeth Moss ser agraciada por seu trabalho discreto e revelador como a afiada Peggy.

Vai ganhar: Glenn Close provavelmente vencerá novamente por sua reviravolta ofuscante. Há obviamente um exagero em torno de seu papel, mas ela é o tipo de estrela de cinema de Hollywood a que os jurados não conseguem resistir.

Faltaram: Sou daqueles a favor de January Jones, já que acredito que seu retrato fútil e amargo de Betty Draper é o resultado de um trabalho sutil. Ela merece uma reverência, ao lado de Chloe Sevigny, de Big Love, Connie Brittone, de Friday Night Lights, e Anna Paquin, como a sensível Sookie Stackhouse, em True Blood. Mas a falta de Jill Scott, como a bondosa investigadora em The No. 1 Ladies' Detective Agency, que é a ausência mais chamativa. Ela foi imbatível, além de engraçada e afetuosa.

Melhor ator e atriz coadjuvantes de drama

Os indicados: Rose Byrne (Damages), Hope Davis (In Treatment), Cherry Jones (24 Horas), Sandra Oh (Grey's Anatomy), Dianne Wiest (In Treatment), Chandra Wilson (Grey's Anatomy), Christian Clemenson (Boston Legal/Justiça sem Limites), Michael Emerson (Lost), William Hurt (Damages), Aaron Paul (Breaking Bad), William Shatner (Boston Legal), John Slattery (Mad Men).

Deveria ganhar: Na interpretação de um imaturo traficante de drogas com baixa autoestima, Aaron Paul conquistou uma afinidade surpreendente. Sua voz de desenho animado, tão irritante num primeiro momento, tornou-se incrivelmente conveniente à medida que a temporada progredia e ele se tornava mais humano. E Hope Davis também conseguiu criar uma compaixão inesperada em volta de sua personagem, uma advogada solteira amargurada e filha dolorosamente leal.

Vai ganhar: Tenho uma suspeita furtiva de que a terceira indicação dará a vitória para Michael Emerson. Sua atuação é sagazmente ambígua, embora cresça em frustração à medida que Lost se encaminha para a reta final. E Rose Byrne vai ganhar por seu trabalho dinâmico ao lado de Close.

Faltaram: Nossa, onde começar? Ela pode pertencer à categoria comédia, mas Gabrielle Anwar está consistente com Fiona, em Burn Notice. Ela é uma ótima estrela de ação, mas também uma amante temperamental desprezível. Anna Gunn não para de emocionar em Breaking Bad; Kevin McKidd trouxe o que faltava tanto a Grey's Anatomy quanto à coestrela Sandra Oh; Jennifer Carpenter esteve vulnerável e dura em Dexter; Kately Sagal foi uma mãe feroz em Sons of Anarchy; e Vincent Kartheiser foi patético como Pete Campbell lidando com a morte de seu pai em Mad Men. E a posição de FNL nesta categoria pertence ao terno Taylor Kitsch, que não tinha nenhum direito de ser tão comovente como Tim Riggins.

Série de comédia

Os indicados: Entourage, Family Guy/Uma Família da Pesada, Flight of the Conchords, How I Met Your Mother, The Office, 30 Rock, Weeds.

Deveria ganhar: 30 Rock, óbvio. Mas precisei pensar um pouco, porque How I Met Your Mother é um programa vencedor, mesmo que tenha aos poucos diminuído em consistência a cada temporada.

Vai ganhar: Dã. 30 Rock. É uma comédia sobre a indústria do entretenimento que a indústria pode amar e vai levar para casa a terceira estatueta.

Faltou: Adoraria ver na lista a pouco conhecida série da HBO Summer Heights High. Essa excêntrica paródia colegial foi divertida de forma astuta e indecente.

Ator Principal de comédia

Os indicados: Alec Baldwin (30 Rock), Steve Carell (The Office), Jemaine Clement (Flight of the Conchords), Jim Parsons (The Big Bang Theory), Tony Shalhoub (Monk), Charlie Sheen (Two and a Half Men/Dois Homens e Meio).

Deveria ganhar: Preciso dizer, Jim Parsons está extraordinário como Sheldon, o maior nerd do mundo. Sim, Alec Baldwin está brilhante como sempre, mas Parsons merece seu momento. Suas falas são ditas como uma velha máquina, mas ele é totalmente humano por baixo de sua lógica implacável. Ele faz Sheldon muito mais do que um adorável perdedor; ele é um adorável perdedor condescendente, irritante e introspectivo.

Vai ganhar: Parsons será um dos novos vencedores da noite.

Faltaram: Chris Lilley, em Summer Heights High. Lilley fez uma proeza à La Tracey Ullman, interpretando múltiplos papéis principais fantasiados e entrou em novo território.

Atriz principal de comédia

As indicadas: Julia Louis-Dreyfus (The New Adventures of Old Christine/As Novas Aventuras de Christine), Christina Applegate (Samantha Who?), Sarah Silverman (The Sarah Silverman Program), Tina Fey (30 Rock), Toni Collette (United States of Tara), Mary-Louise Parker (Weeds).

Deveria ganhar: Sempre adoro Tina Fey. E o fato de sua imensa popularidade não ter criado um retrocesso é impressionante e mostra o quão especial ela é. E Louis-Dreyfus que, como Fey, já ganhou uma vez por Christine, é uma profissional irresistível. Mas não dá para dividir o prêmio, então vou de Fey.

Vai ganhar: Fey vai abocanhar outra estatueta, especialmente porque os jurados vão associá-la à sua inesquecível Sarah Palin em Saturday Night Live, pela qual já ganhou uma estatueta de atriz convidada. Quem ficará chateada será Collete, já que seu papel como uma mulher com múltiplas personalidades chama tanta atenção.

Faltou: Minha reação automática seria Sarah Silverman, mas ela, finalmente, está na lista deste ano. Francamente, nenhuma grande injustiça nesta categoria me vem à mente.

Melhor ator e atriz coadjuvantes de comédia

Os indicados: Kristin Chenoweth (Pushing Daisies), Jane Krakowski (30 Rock), Elizabeth Perkins ("Weeds"), Amy Poehler ("Saturday Night Live"), Kristen Wiig ("Saturday Night Live"), Vanessa Williams ("Ugly Betty"); Jon Cryer ("Two and a Half Men"), Kevin Dillon ("Entourage"), Neil Patrick Harris ("How I Met Your Mother"), Jack McBrayer ("30 Rock"), Tracy Morgan ("30 Rock"), Rainn Wilson ("The Office").

Deveria ganhar: Vou de Kristen Wiig e Tracy Morgan. Wiig tem sido uma brisa de ar fresco em Saturday Night Live. Adoro Krakowski, mas Wiig é mais versátil. E em sua atuação exagerada, Morgani faz você desejar que ele tenha suas próprias cenas, para que ele não precise roubá-las; Harris é fantástico, mas enquanto How I Met Your Mother entra em sua quinta temporada, seu personagem Barney perde um pouco do frescor.

Vai ganhar: Harris é o anfitrião, o que provavelmente direcionará o prêmio a seu favor. E não há nada para se envergonhar em relação a isso. E Amy Poehler, que ganhou muita atenção como Hillary Clinton, vai vencer.

Faltaram: Better Off Ted é uma comédia quase boa e pode melhorar quando retornar do intervalo de temporada. Mas Portia de Rossy já está excelente como a chefe hostil. Onde estão Wanda Sykes e Hamish Linklater, de The New Adventures of Old Christine? Elas são o contraste perfeito para Louis-Dreyfus. E Jason Segel é um adorável atrapalhado em How I Met You Mother.

Melhor Reality Show de Competição

Os indicados: The Amazing Race, American Idol, Dancing With the Stars, Project Runway, Top Chef.

Deveria ganhar: Se basear minha lógica em machucados, iria com Dancing With the Stars. Project Runway, porém, precisa ter um prêmio, embora fosse estranho o show ganhar agora. A rede Lifetime se beneficiaria ainda mais da perda do canal Bravo.

Vai ganhar: Por que este ano seria diferente dos outros seis? The Amazing Race vai manter sua incrível tendência.

Faltou: The Biggest Loser" é inspirador, sem ser abusivo.

Foto: Divulgação
The New York Times
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