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Críticas a Tralli e torcida por Renata ressaltam falha histórica: uma mulher nunca mediou o debate presidencial na Globo

Band deu um bom exemplo ao montar uma dupla de jornalistas representando homens e mulheres

9 set 2026 - 10h15
(atualizado às 10h16)
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Previsto para 1º de outubro, o debate presidencial na Globo acontecerá faltando menos de 60 horas para o início da votação.

Tradicionalmente, é o confronto mais importante entre os candidatos devido à audiência elevada — média de 24,7 pontos em 2022 — e à possibilidade de influenciar os indecisos na reta final da campanha.

Este ano, a mediação será de César Tralli.

O âncora vai estrear na função na sequência de críticas pelo desempenho considerado apático no ‘Entrevista com o Candidato’, quando sabatinou seis presidenciáveis ao lado de Renata Vasconcellos.

Havia a expectativa de que a apresentadora fosse a sucessora natural de William Bonner na condução do principal debate eleitoral da emissora.

Afinal, ela está na bancada do ‘Jornal Nacional’ há quase 12 anos, enquanto Tralli tem dez meses como titular.

Pesa, a favor dele, a experiência nos confrontos entre candidatos ao governo de São Paulo, com dinâmica semelhante ao do debate presidencial.

Não se trata, evidentemente, de comparar quem tem mais mérito ou competência, muito menos de colocar uma mulher no lugar de um homem apenas para atender ao politicamente correto.

Há outra questão na mesa: a mediação do confronto com presidenciáveis na Globo é um dos últimos postos de grande visibilidade na TV ainda não ocupados por uma mulher.

Um simbolismo importante, não por feminismo ou agenda identitária, mas pelo equilíbrio na representação do país.

César Tralli foi o escolhido para mediar o debate presidencial na Globo, apesar de Renata Vasconcellos ser a âncora veterana do 'JN'
César Tralli foi o escolhido para mediar o debate presidencial na Globo, apesar de Renata Vasconcellos ser a âncora veterana do 'JN'
Foto: Reprodução

As mulheres são maioria na população e entre os eleitores aptos a votar. Ainda assim, permanecem invisibilizadas em muitos aspectos do cenário nacional.

O mais justo, no debate da Globo e em qualquer outra emissora, seria um rodízio entre jornalistas homens e mulheres na apresentação.

Ou formar uma dupla, como ocorreu na Band, com Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. Solução que se provou eficiente.

Uma rede de televisão que fala para toda a sociedade precisa refletir essa mesma sociedade diante das câmeras nos momentos mais importantes.

Segundo vários institutos de pesquisa, serão os votos das mulheres que, mais uma vez, vão decidir o próximo presidente da República.

Nada mais justo do que elas se verem representadas no comando dos debates.

Como aconteceu em 1989, quando Marília Gabriela mediou os debates da Band e foi a única mulher entre os quatro mediadores dos confrontos realizados pelo ‘pool’ formado por Globo, Manchete, SBT e Band.

Marília Gabriela se destacou nos primeiros debates após a redemocratização do Brasil: única mulher entre os mediadores na TV
Marília Gabriela se destacou nos primeiros debates após a redemocratização do Brasil: única mulher entre os mediadores na TV
Foto: Reprodução
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