Três vazamentos de cenas sensuais que enfureceram a Globo
Superexposição do corpo de atrizes fez a emissora rever a segurança em suas gravações
Vivemos a era das invasões e dos vazamentos. Não apenas na política, mas também nas emissoras de TV, especialmente na Globo. Vídeos e áudios captados clandestinamente em estúdios de novelas e do jornalismo revelaram cenas sigilosas e conversas reservadas.
O material vazado a sites de notícias, blogs de fofocas e nas redes sociais — por mera satisfação sádica de espalhar o conteúdo bombástico ou, às vezes, sob recompensa financeira de quem paga por notícia — gera repercussão imediata e a revolta dos prejudicados. A Globo registrou três episódios traumáticos de vazamento.
Em outubro de 2016, cena de sexo entre os personagens de Bruna Marquezine e Daniel de Oliveira na minissérie Nada Será como Antes foi divulgada na internet e imediatamente viralizou em redes sociais. Na sequência, a atriz ficava com os seios à mostra e era acariciada pelo colega de elenco. A emissora reagiu rápido: conseguiu que vários sites excluíssem o vídeo e os gifs criados. Investigação interna tentou descobrir a identidade de quem vulgarizou o material.
Menos de um ano depois daquela situação constrangedora, a Globo sofreu novo abalo interno por outro vazamento estrondoso. A gravação de uma cena de sexo em cima de uma caminhonete envolvendo Grazi Massafera e Rafael Cardoso, para a novela O Outro Lado do Paraíso, foi registrada por um fotógrafo amador na área rural de Palmas, no Tocantins.
A imagem teve forte impacto na web. Grazi manifestou extremo desconforto com a superexposição online. O canal decidiu não exibir a sequência ao ar livre. A cena foi regravada em estúdio. Depois disso, a cúpula da emissora impôs protocolos mais rígidos para a proteção da privacidade dos atores nas gravações externas.
Paolla Oliveira se tornou outra vítima de vazamento. Em 2018, a atriz foi indevidamente fotografada usando lingerie e também só de sutiã ao gravar cenas da minissérie Assédio. Um funcionário da equipe técnica fez os cliques e jogou na internet. Ele acabou denunciado à Justiça. Algumas pessoas tentaram convencer a artista a perdoar o tal homem. Paolla disse que ele deveria responder por seus atos e manteve o processo.
A Constituição e o Código Civil garantem a preservação da imagem e da honra das pessoas. Divulgar cena de sexo ou nudez se tornou crime tipificado no art. 218-C do Código Penal. Quem se apropria de imagens, ainda que seja de uma produção de TV, e promove o vazamento do material pode responder a inquérito, ser denunciado e julgado. Além do risco da pena de detenção, poderá ainda ter de pagar indenização por danos morais.