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Pedro Lemos revela preparação para voltar à TV em ‘Poliana’

Ator ainda colhe o sucesso da atuação em ‘Chiquititas’ enquanto busca diversidade na carreira

28 set 2017
11h59
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Em dez anos de carreira na TV, desde a estreia na série ‘Antônia’, na Globo, Pedro Lemos preza a versatilidade.

O ator prefere personagens que fujam do lugar-comum e não tem interesse em rótulos, como o de galã.

O ator, de 37 anos, transita entre TV, teatro, cinema e música.
O ator, de 37 anos, transita entre TV, teatro, cinema e música.
Foto: Divulgação

Seu novo personagem será visto em ‘As Aventuras de Poliana’, texto de Iris Abravanel e direção-geral de Reynaldo Boury, com estreia prevista para o início de 2018, no SBT.

Em entrevista ao blog, Pedro Lemos (@p3drol3mos) comenta a preparação para a novela, o interesse por papéis desafiadores e o sucesso das tramas ‘familiares’ da emissora de Silvio Santos.

Pedro Lemos em ‘Chiquititas’, seu novo crachá do SBT e numa selfie postada no Instagram.
Pedro Lemos em ‘Chiquititas’, seu novo crachá do SBT e numa selfie postada no Instagram.
Foto: Divulgação/SBT e Reprodução/Instagram

O que pode adiantar a respeito da personalidade e da trama do Waldisney em ‘Poliana’?

Ainda sei pouco, porque recebi apenas 20 capítulos. Estou entendendo o Waldisney. Mas já posso dizer que é o tipo de personagem que eu gosto de fazer, que sai da minha zona de conforto. Tem a vida dele na comunidade onde vive, fazendo suas tramoias, e também trabalha na empresa do Otto (Dalton Vigh) como uma espécie de faz-tudo. 

Como foi o processo de conquista do papel?

Fui chamado pra fazer o teste e, depois da algumas etapas, soube da minha aprovação. O teste é uma parte da preparação muito importante pra entender se aquele ator, por melhor que seja, é adequado ao personagem proposto.

De que maneira faz a composição do personagem?

Essa é a parte que mais gosto. Começo pelo texto, sempre. Está tudo ali. Entendendo as ações do personagem por trás de cada fala, o caminho pro entendimento das motivações dele vai se abrindo. Num segundo momento, procuro entre as pessoas que conheço, alguém que possa ser minha inspiração. Já tenho a do Waldisney e passo boa parte dos meus dias ouvindo os áudios desse amigo, pra aprender e me apropriar da maneira como fala, como pensa. E a parte final é quando termino a caracterização física. Cabelo, barba, figurino. Esse elemento de fora é muito útil pra ajudar a movimentar o interior.

Como foi a repercussão nas ruas do personagem Tobias, que interpretou em ‘Chiquititas’?

Muito legal. O Tobias era querido, porque, além de muito generoso, era ingênuo e vivia a história do amor impossível, inatingível. As pessoas torciam pra ele. Por isso, sou sempre recebido na rua com muito carinho por parte da criançada. 

Qual sua avaliação do trabalho para produções voltadas ao público infanto-juvenil?

Acho que é o terreno onde devemos ter mais cuidado e responsabilidade. Na formação e consolidação do caráter, é importante plantar os melhores exemplos. Acho que o SBT tem feito isso muito bem. O desafio é mesclar temas infantis e juvenis (que têm suas grandes diferenças) na mesma obra, cuidando pra que tudo possa ser entendido e passado de forma responsável. Por isso, acho até que podemos chamar as obras do SBT de familiares, antes de infanto-juvenis, porque o ideal é que os pais estejam por perto, acompanhando, curtindo e eventualmente esclarecendo pontos importantes.

Na peça ‘Bruta Flor’, você fez um gay que oscilava entre o drama, a comédia e a tragédia. Busca essa variedade de tipos na carreira?

Sim, com certeza. Esses desafios movem o ator. Essa é a profissão-terapia. Você precisa se conhecer e estar a par de todos os seus recursos e, como espero trabalhar até bem velhinho, é bom que eu experimente todas as possibilidades possíveis.

Acha que o ator precisa ter um papel social, seja politicamente ou em campanhas de conscientização?

Sim, não só o ator, qualquer figura pública. Aliás, qualquer cidadão. No caso, a partir do momento em que passo a ter pessoas de fora me acompanhando, me torno responsável por elas. Então, não necessariamente vou aplicar o que eu penso sobre política ou outro tema, mas com certeza, preciso convidar o público pra uma conscientização.

Você tem o physique du rolê de galã. Teme esse estereótipo que costuma limitar a carreira de atores bonitos?

Na verdade, não. Curioso, isso. Até hoje, não me lembro de ter feito algo na linha do galã. Adoraria, até. Mas, circunstancialmente, acabei fazendo papéis diferentes, e acho que estou conseguindo trilhar meu caminho pelas vias da versatilidade.

Pingue-pongue:

.Personagem que gostaria de ter feito na TV: ‘Jean-Pierre’, de ‘Que Rei Sou Eu?’ (Edson Celular viveu o herói ativista social na novela exibida na faixa das 19h da Globo em 1989.)

.A melhor novela que já assistiu: ‘Que Rei Sou Eu?’ (Da autoria do saudoso Cassiano Gabus Mendes.)

.Autor de teledramaturgia que admira: ‘Depois de duas citações de ‘Que Rei Sou Eu’, vou de Cassiano Gabus Mendes’. (O novelista morreu em 1993; entre outras novelas, escreveu ‘Ti Ti Ti’, ‘Brega & Chique’ e ‘Anjo Mau’.)

.Uma série de TV: ‘Lost’.

.Se não fosse ator seria... ‘Músico’. (Pedro Lemos assina a trilha sonora do espetáculo infantil ‘A Bola Mágica’, que reestreia no domingo, dia 1, no Teatro do Shopping Jardim Sul, em São Paulo.)

Fonte: Terra

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