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Mídia destaca outro lado da personalidade de Neymar e Messi

Jogadores têm atitudes divergentes do comportamento habitual ao decidir o rumo da carreira

5 set 2020
13h16
atualizado às 13h19
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Neymar ponderado e empático. Messi enérgico e falastrão. Nos últimos dias, o astro do Paris Saint-Germain e o ídolo do Barcelona tomaram decisões que causaram espanto por destoar do que a imprensa e os torcedores conhecem da personalidade de cada um deles.

"Je reste", "Yo me quedo": Neymar e Messi reforçam o protagonismo na imprensa francesa e espanhola
"Je reste", "Yo me quedo": Neymar e Messi reforçam o protagonismo na imprensa francesa e espanhola
Foto: Reprodução

O brasileiro radicado na França decidiu continuar no time atual. “Je reste”, anunciou. Após meses manifestando o desejo sair do PSG, o atacante demonstrou súbita afeição pelo clube. “Eu fico com a ambição de chegar à final da Liga dos Campeões novamente, e ganhá-la.”

De repente, aquele Neymar que sinalizava desconexão com a camisa azul e desinteresse pelo estilo de vida francês apresentou uma atitude sensata e pacificadora. “A novela acabou”, definiu a revista France Football. O jornal L'Équipe falou em “redenção” do atleta.

A maior parte da imprensa esportiva europeia quer acreditar em um Neymar amadurecido. Terá o “menino Ney” tomado juízo aos 28 anos? Talvez tenha aprendido na marra após atos equivocados na condução da carreira e na vida pessoal prejudicarem sua imagem pública.

“O que o Neymar permitiu que fizessem com a carreira dele é um crime”, lamentou Galvão Bueno em uma edição do programa Bem, Amigos, do SporTV, em 2019. Permanecer no Paris Saint-Germain para tentar justificar o investimento equivalente a R$ 2 bilhões em seu talento com a bola pode ser o primeiro passo para seguir um rumo menos polêmico e mais vitorioso.

Enquanto isso, a 1.000 km de distância de Paris, Lionel Messi abriu artilharia pesada na imprensa contra a direção do Barcelona. "Não cumpriu a palavra", disparou em entrevista raivosa ao site Goal. Uma verborragia atípica para o argentino adepto de poucas palavras.

Voluntariamente ou sob influência de agentes e assessores, ele apelou ao maniqueísmo - eu sou o cara bom, eles são os maus - e à paixão pelo time da Catalunha para se apresentar como vítima dos algozes do Barça. Comentaristas esportivos se dividiram ao opinar.

Os dois jogadores mais cultuados do futebol mundial neste momento não conseguiram a transferência desejada, porém marcaram um golaço de marketing: souberam tirar vantagem midiática de uma derrota contratual. Ficam onde estão, ainda mais prestigiados e valorizados.

 

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