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CNN exibe ao vivo depredação de sua sede em protesto racial

Canal teve repórter negro preso em manifestação horas antes do ataque ao prédio

30 mai 2020
13h15
atualizado às 13h16
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Na noite de sexta-feira (29), o CNN Center, quartel-general da emissora de notícias em Atlanta, no estado americano da Geórgia, foi cercado e atacado por participantes do protesto pela morte do segurança negro George Floyd, asfixiado pelo policial branco Derek Chauvin. As imagens da cena chocaram o mundo.

Prédio do canal foi cercado por centenas de pessoas em fúria
Prédio do canal foi cercado por centenas de pessoas em fúria
Foto: Reprodução

O repórter Nick Valencia mostrou ao vivo a destruição de parte da fachada de vidro da CNN. Homens atiravam pedras contra os policiais que faziam um cordão de isolamento no lobby a fim de impedir o acesso ao interior do edifício, onde dezenas de profissionais estavam acuados.

Em um momento, um jovem usou seu skate para estilhaçar uma porta. Foi possível ver na camiseta dele a mira a laser de várias armas dos policiais, prontos para atirar. O homem acabou se ferindo sozinho em uma das mãos.

Do estúdio em Nova York, o âncora Chris Cuomo parecia não acreditar no risco iminente a seus colegas jornalistas em Atlanta. Pouco depois, outro apresentador, Don Lemon, que é negro, disse nunca ter visto violência semelhante nos anos em que viveu ali.

Policiais foram atacados ao impedir os manifestantes de entrar na emissora
Policiais foram atacados ao impedir os manifestantes de entrar na emissora
Foto: Reprodução

Em pronunciamento na TV, a prefeita de Atlanta, a afroamericana Keisha Lance Bottoms, condenou o ataque ao prédio da CNN. Ela lembrou que o fundador da emissora, Ted Turner, gerou benefícios à cidade ao elegê-la como sede do canal.

Mais cedo, um repórter negro da CNN, Omar Jimenez, havia sido algemado por policiais enquanto fazia a cobertura ao vivo das manifestações em Minneapolis. Diante da repercussão na mídia, o governador de Minnesota, Tim Walz, ordenou a soltura do jornalista e pediu desculpas à emissora.

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