Eliana estreia com versão de formatos de sucesso, faz muitos merchans e garante o 1º lugar
'Em Família' não apresenta inovações, mas oferece o entretenimento leve que se espera para uma tarde de domingo
Já vamos destacar os índices de Ibope: o ‘Em Família com Eliana’ recebeu 13 pontos da formação de Paredão do ‘BBB26’ em horário atípico.
Não conseguiu manter o bom número. Ao longo de 1 hora e 15 minutos, oscilou entre 9 e 11 pontos.
Mesmo assim, conseguiu se manter em 1º lugar no ranking. No SBT, o ‘Domingo Legal’, com Celso Portiolli, ficou na casa dos 5 pontos.
Os dados consolidados serão conhecidos na tarde de segunda-feira.
Vamos ao formato.
Aos 53 anos, a filha de um porteiro e de uma diarista chegou ao estrelato na Globo.
A largada do ‘Em Família’ teve uma retrospectiva da vida pessoal e da carreira da apresentadora. Um convite às lágrimas.
Após as imagens de arquivo da Record e do SBT, ela foi surpreendida no palco com a entrada do marido, dos filhos, da mãe, da irmã e de sobrinhos.
Mais previsível, funcional e comovente, impossível.
Eliana brincou que precisou se transferir para a emissora para conseguir que o marido, o diretor Adriano Ricco, funcionário do canal, aparecesse diante das câmeras.
Na sequência, houve o momento ‘Gugu na Minha Casa’ (como lembrou o amigo do Terra, Thiago Azanha), com Eliana visitando a fazenda de outro apresentador da emissora, Daniel, do ‘Viver Sertanejo’.
Uma conversa sobre fé, saudade e raízes.
Este tipo de quadro sempre agrada ao público por mostrar onde os artistas moram e seu núcleo familiar. Nunca antes a mulher e as três filhas do ídolo caipira apareceram tanto.
No meio do bate-papo surgiu uma nada discreta ação de merchandising de uma cooperativa de crédito. Ok, a TV precisa faturar para sobreviver.
Uma pequena surpresa foi o uso de Inteligência Artificial para dar ‘vida’ a uma foto antiga do cantor, fazendo uma pergunta para o artista na atualidade.
No estúdio, entraram Pedro Bial e Maria Prata. Os jornalistas discretíssimos, que nunca haviam dado entrevista juntos, prestigiaram Eliana em seu ‘sofá de Hebe’.
Infelizmente, ambos não tiveram muito tempo para falar — ou foram cortados na edição. Figuração luxuosíssima.
Ator-revelação em ‘Três Graças’, Belo foi escalado para números musicais rápidos.
O programa fez uma competição musical entre famílias. Uma mistura de ‘The Voice Brasil’ com ‘Show dos Famosos’ do ‘Domingão’.
O ‘Em Família’ se mostrou, na essência, uma colagem do que já foi testado em diferentes programas. Não há problema nisso: ninguém criou expectativa de uma reinvenção da roda.
O importante é que as releituras sejam interessantes e ofereçam o entretenimento desejado.
Eliana conta a seu favor o histórico de ser a mulher mais bem-sucedida na concorrida e valiosa programação das tardes de domingo na TV aberta.
Na Record e no SBT, ela comandou atrações com bons resultados de audiência e faturamento sem jamais apelar ao sensacionalismo.
Não carrega episódios lamentáveis, como ocorreu com os colegas Faustão e Gugu, no auge da ensandecida disputa ponto a ponto no Ibope.
Ao fazer a transição do universo infantil para o amplo espectro da família, onde cabem todas as idades, a comunicadora manteve a coerência e não sacrificou a qualidade do conteúdo.
Espera-se o mesmo agora na faixa dominical vespertina da Globo.
O carisma e o bom-mocismo serão suficientes para garantir a liderança de audiência e a longevidade da atração?
A conferir.
Pelo menos, a apresentadora começou com vários anunciantes, sinal de sua força no mercado publicitário. Quem faz dinheiro, costuma se garantir no topo.