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Atriz comenta personagem comunista de trisal na Globo

Andréa Beltrão destaca a modernidade do seriado Armação Ilimitada mais de 30 anos atrás

6 ago 2020
12h12
atualizado às 12h13
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A convidada do 'Saia Justa' de quarta-feira (5) foi a atriz Andréa Beltrão, vista nas noites de quinta na série 'Hebe', na Globo. De sua casa, no Rio de Janeiro, ela comentou os desafios de interpretar a grande dama da TV, falecida aos 83 anos em 2012.

Juba, Zelda e Lula: triângulo amoroso tinha a aprovação do público da Globo na década de 1980
Juba, Zelda e Lula: triângulo amoroso tinha a aprovação do público da Globo na década de 1980
Foto: Reprodução

A artista disse ter se sentido mais à vontade na pele da personagem real ao aceitar as contradições de Hebe. Beltrão afirma que não há na televisão de hoje a mesma atenção que a apresentadora dava a seus convidados.

"Ela era profundamente curiosa e adorava conversar com os outros. Ouvir o que tinham a dizer, por mais que ela discordasse. Esse exercício da escuta, sentar num sofá e dar espaço para o outro falar o que pensa, isso está faltando".

Juba e Lula beijam Zelda e o órfão Bacana (Jonas Torres), adotado por eles, observa o trisal: família moderna na TV
Juba e Lula beijam Zelda e o órfão Bacana (Jonas Torres), adotado por eles, observa o trisal: família moderna na TV
Foto: Reprodução

Estimulada pelas 'saias', Andréa Beltrão relembrou sua primeira personagem de sucesso na Globo, a Zelda Scott do seriado 'Armação Ilimitada', no ar de 1985 a 1988. Era uma jornalista descolada, filha de pai comunista exilado por conta da ditadura militar. Intelectual, ela tinha estudado na progressista universidade Sorbonne, em Paris. "Maravilhosa, não é? Comunismo", disse, irônica em relação ao DNA político da personagem.

A protagonista feminina vivia uma relação a três com os surfistas Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André de Biase). Esse triângulo amoroso foi aceito pelos telespectadores daquela época. "Nunca ninguém reclamou", contou Beltrão. "Zelda era igualmente apaixonada pelos dois". Uma trama explícita sobre liberdade sexual-afetiva que não passaria incólume pelos ideólogos de hoje.

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