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Agosto reforça a má fama de ser um mês de grandes perdas de artistas da TV

Espiritualista ouvido pela coluna explica uma das razões para o medo em torno do ‘mês do desgosto’

19 ago 2026 - 08h48
(atualizado às 08h48)
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A morte de Laura Cardoso e Glória Menezes em intervalo inferior a 24 horas fez certamente os supersticiosos se arrepiarem devido aos folclores a respeito do mês de agosto.

Um deles se refere à morte. Seria um período de maiores perdas.

Coincidência ou não, vários dos maiores artistas brasileiros saíram de cena neste oitavo período do ano.

Entre eles, Silvio Santos (17/8/2024), Léa Garcia (15/8/2023), Aracy Balabanian (7/8/2023), Claudia Jimenez (20/8/2022), Jô Soares (5/8/2022), Tarcísio Meira (12/8/2021) e Elke Maravilha (16/8/2016).

E ainda Arlindo Cruz (8/8/2025), Dorival Caymmi (16/8/2008), Luiz Melodia (4/8/2017), Paulo José (11/8/2021), Chica Xavier (8/8/2020) e Fernanda Young (25/8/2019).

“O número 8, referente a agosto, tem uma ligação forte com karma, o resgate da lei do retorno”, explica o tarólogo e numerólogo Guilherme ọmọ ti Òṣọ̀giyán.

“Na cultura do Candomblé, agosto é dedicado às festividades de Obaluaê, o senhor da terra. Para os leigos, esse orixá estaria ligado diretamente à morte.”

Tarcísio Meira, Claudia Jimenez, Jô Soares, Silvio Santos, Elke Maravilha e Chica Xavier estão entre os artistas que morreram em agosto
Tarcísio Meira, Claudia Jimenez, Jô Soares, Silvio Santos, Elke Maravilha e Chica Xavier estão entre os artistas que morreram em agosto
Foto: Reproduções

A associação deste mês com o fim da vida vem de séculos e mistura crenças religiosas, superstições e acontecimentos históricos. 

Na Roma Antiga, acreditava-se que em 24 de agosto acontecia uma espécie de abertura de comunicação entre os vivos e o universo dos mortos.

Essa má fama chegou ao Brasil, onde se fortaleceu por datas consideradas traumáticas. 

Exemplos: o 24 de agosto de 1954, quando o então presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no peito, e o 22 de agosto de 1976, com o adeus ao ex-presidente Juscelino Kubitschek em acidente de carro até hoje sob suspeita.

Do poeta Carlos Drummond de Andrade, que morreu em 17 de agosto de 1987, vem uma reflexão a respeito do mistério sobre o fim da existência que serve a este mês tão temido.

“A morte não existe para os mortos… Os mortos conquistam a vida…”

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