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A psicologia diz que as pessoas que estão sempre levantando a voz não são dominadoras nem mais confiantes, mas precisam se sentir ouvidas

Assim como Pilar, algumas pessoas precisam aumentar o tom para sentir que estão sendo ouvidas. Veja o que a psicologia explica sobre esse comportamento.

21 ago 2026 - 16h28
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Resumo
Ao contrário do senso comum, pessoas que costumam falar alto não são necessariamente mais dominantes ou confiantes. Segundo a psicologia, esse comportamento frequentemente reflete a necessidade profunda de ser ouvido e compreendido. Em muitos casos, elevar o tom de voz surge de emoções intensas, como medo, raiva e ansiedade, funcionando como uma tentativa de recuperar o controle da conversa diante da frustração de não se sentir percebido pelo outro.
A personagem Pilar, de Isabel Teixeira na novela 'Quem Ama Cuida', certamente não passa despercebida. A vilã costuma elevar o tom de voz, interromper conversas e fazer questão de chamar a atenção quando quer impor suas vontades.
A personagem Pilar, de Isabel Teixeira na novela 'Quem Ama Cuida', certamente não passa despercebida. A vilã costuma elevar o tom de voz, interromper conversas e fazer questão de chamar a atenção quando quer impor suas vontades.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

Uma pessoa que fala alto o tempo todo é necessariamente mais confiante, dominante ou segura de si? A psicologia mostra que a resposta não é tão simples assim.

Embora falar em um volume elevado possa ser interpretado socialmente como sinal de autoridade, confiança ou dominância, o comportamento também pode estar relacionado a necessidade de ser ouvido e compreendido. 

Em determinadas situações, aumentar a voz pode funcionar como uma tentativa de garantir que a própria mensagem seja percebida pelo outro.

Podemos usar como exemplo a ficção. A personagem Pilar, de Isabel Teixeira na novela 'Quem Ama Cuida', certamente não passa despercebida. A vilã costuma elevar o tom de voz, interromper conversas e fazer questão de chamar a atenção quando quer impor suas vontades.

Pesquisas sobre percepção da voz mostram que características como volume, ritmo e entonação podem influenciar a maneira como uma pessoa é julgada. 

Uma fala mais alta, por exemplo, pode fazer alguém parecer mais firme, o que não significa que a pessoa tenha, de fato, mais confiança ou segurança emocional.

As várias interpretações de quem fala mais alta

Em muitos casos, o aumento do tom de voz aparece quando as emoções ficam intensas. Raiva, medo, vergonha, frustração e ansiedade podem alterar a maneira como alguém se comunica. 

Quando a pessoa sente que não está sendo compreendida, pode elevar progressivamente a voz como uma tentativa de recuperar o controle da conversa.

É justamente aí que surge uma diferença importante. Fala...

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