Destaque na Copa, Danilo Soto é o novo apresentador do Deu Jogo na N Sports
Danilo Soto ganhou uma nova função na N Sports depois de se destacar na cobertura da Copa do Mundo de 2026. Conhecido como o "repórter de todas as torcidas", ele passa a apresentar o Deu Jogo ao lado de Vini Machuca, de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h. A mudança leva para o estúdio […]
Após se destacar na cobertura da Copa do Mundo, Danilo Soto assumiu o comando do programa "Deu Jogo", da N Sports, ao lado de Vini Machuca. Conhecido como o "repórter de todas as torcidas" e com mais de 20 anos de carreira no esporte e em grandes eventos, o comunicador deixa a reportagem de rua para liderar a atração matinal diária no estúdio. A novidade reforça a aposta do canal na linguagem digital, combinando informação, bom humor e forte interação com o público.
Danilo Soto ganhou uma nova função na N Sports depois de se destacar na cobertura da Copa do Mundo de 2026. Conhecido como o "repórter de todas as torcidas", ele passa a apresentar o Deu Jogo ao lado de Vini Machuca, de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h.
A mudança leva para o estúdio um profissional que ganhou espaço principalmente nas ruas, arquibancadas e grandes eventos. Além disso, reforça a aposta da emissora em nomes ligados à linguagem digital e ao público que acompanha futebol pelas redes sociais.
Como Danilo Soto chegou ao comando do Deu Jogo?
Durante a Copa, Danilo participou da cobertura da N Sports diretamente da América do Norte. Em 46 dias, produziu mais de 600 conteúdos entre entradas ao vivo, reportagens e materiais para as plataformas digitais.
Logo depois, ele seguiu para a Itália para acompanhar a campanha da DesimpaiN no Mundial de Clubes da Kings League.
A sequência de trabalhos ampliou sua exposição dentro dos projetos esportivos ligados à N Sports e ao Desimpedidos. Foram dois grandes eventos de uma lista importante na carreira de Danilo
Qual será a função de Danilo ao lado de Vini Machuca?
No Deu Jogo, Danilo deixa de atuar como repórter e assume a condução da conversa. Ao lado de Vini Machuca, ele vai repercutir os principais assuntos da rodada anterior e projetar os confrontos seguintes do futebol brasileiro.
O programa mantém a proposta de misturar informação, opinião e bom humor. A atração vai ao ar de segunda a sexta, das 11h às 12h, em uma faixa diária dedicada à resenha esportiva.
Por que a mudança representa um novo passo na carreira?
Danilo soma cerca de 24 anos de carreira em produção de eventos e jornalismo esportivo. No início de sua trajetória na NWB, trabalhou com produção e cenografia do Desimpedidos antes de ganhar espaço diante das câmeras.
Com o tempo, a proximidade com torcedores de diferentes clubes virou uma marca pessoal. Esse perfil ajudou a construir o apelido de "repórter de todas as torcidas" e abriu caminho para coberturas em eventos como Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, Mundial de Clubes e Kings League.
Entrevista com Danilo Soto
Em entrevista exclusiva com a reportagem do RD1 na tarde desta sexta-feira, 21 de agosto, Danilo Soto falou sobre a sua carreira no mundo da comunicação esportiva e deu detalhes sobre o seu novo passo profissional na N Sports.
A trajetória de Danilo Soto reflete um caminho marcante de resiliência, versatilidade e paixão pelo esporte.
Com mais de duas décadas de atuação no futebol, sua jornada começou no marketing esportivo, perpassando a produção de grandes eventos para CBF e Conmebol, além de marcantes atuações como mascote — incluindo o São Paulo F.C e o icônico Canarinho Pistola.
A grande virada ocorreu ao ingressar no Desimpedidos para liderar o setor de cenografia. O carisma diante das câmeras logo conquistou o público e o projeto, transformando o profissional dos bastidores em apresentador.
Após superar grandes desafios e frustrações profissionais ao longo das Copas do Mundo, Danilo consolidou sua vaga na cobertura do Catar em 2022. Essa oportunidade expandiu suas fronteiras para o rádio na Energia 97 FM e pavimentou o caminho até a nova fase de sua carreira na N Sports.
Como foi a sua transição dos bastidores (produção e cenografia) para a frente das câmeras no Desimpedidos?
Estou vivendo um momento muito feliz. Eu começo nos bastidores. Fiz Publicidade e Propaganda. Em 2002 eu entro numa agência de marketing esportivo, imaginando trabalhar no esporte. Eu já entro trabalhando no futebol. Ali começa a minha história, dentro da comunicação, dentro do futebol. São 20 anos nessa área. Eu trabalhei em camarotes nos estádios de futebol, coordenava eventos, recebia convidados. Na sequência, eu vou para outra agência e passo de camarotes para dentro dos gramados: trabalhar para CBF, Conmebol. Organizo grandes eventos, como Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores, sempre na produção. Tenho a oportunidade de ser mascote, um período muito interessante. Eu fiz Papai Noel em hospitais, orfanatos, eventos solidários, durante 14 anos. Um dia do ano que o Papai Noel tinha que levar presente, quem ganhava o presente era eu. O São Paulo me chamou para fazer o mascote. Eu trabalhando na produção, e um dos parceiros era a MTV. Eu conheci o Mauricio Terra, diretor do Desimpedidos. Surgiu a necessidade de ter um produtor de cenografia para o Fred, e ele lembrou de mim. Ele sabia que eu fazia os mascotes. Ele me convidou para fazer o mascote do Desimpedidos e eu topei. Ao mesmo tempo, topei inaugurar o setor de cenografia. O Fred [Bruno] precisa de uma bola dos anos 1940, eu produzia, cenários novos, eu produzia, e assim por diante. Em um dos programas, o Fred +10, ele me chamou para cantar uma música e eu fiquei naquele programa, me diverti e no segundo programa o Fred me chamou. O público me abraçou.
Como surgiu e o que significa para você o apelido de "repórter de todas as torcidas"?
Sou são paulino. O torcedor sabe que eu sou, as graças ao meu trabalho, a imagem que eu consegui construir sou bem recebido pelas torcidas. Sou bem tratado, bem recebido pelas torcidas.
De que forma sua bagagem de 24 anos na produção de eventos moldou seu estilo de reportagem nas ruas?
Todas as bagagens que a gente acumula durante a carreira, trabalhos, tudo que a gente vive, utilizamos sem perceber. […] Fazendo Papai Noel me despertou o interesse de ser mascote. A CBF ia começar com Canarinho Pistola. Eu fui o Canarinho. Era eu e mais um. Foi muito legal. Ninguém queria fazer. Eu topei e foi um período maravilhoso. Quando eu era Canarinho, em 2018, a CBF anunciou que o Canarinho ia pra Copa da Rússia. Meses antes, decidiu-se que só iria um. Foi ele para a Copa. Eu tive uma frustração. Em 2019, eu entro no Desimpedidos e começo essa transição. Em 2022, eu já estava como apresentador e surgiu o projeto Desimpedidos no Catar. Ficou definido que nós iriamos para a Copa do Catar, mas depois só metade iria. Advinha quem estava na equipe do Brasil? Eu. Foi a segunda frustração. Quando acabou a reunião, eu falei que estava triste, mas que poderiam contar comigo aqui no Brasil. A minha frase mudou muita coisa. Eles me enviaram para a França para os últimos amistosos da seleção brasileira. Quando o Chico Pedrotti é chamado para narrar a Copa do Mundo no Brasil, abriu a vaga e eu recebi o maior prêmio: ir para a Copa no Catar. Uma semana antes de começar a Copa, uma produtora pergunta se eu gostaria de ser correspondente de uma rádio. Ao invés de ir em 3 jogos, eu fui em 26. A rádio me contrata e estou lá há 4 anos, na Rádio Energia 97 FM.
Qual foi o maior desafio de cobrir a Copa do Mundo diretamente da América do Norte produzindo mais de 600 conteúdos em 46 dias?
O maior desafio foi ficar longe da minha família (risos). É a nossa base. Por elas que eu faço isso. Viver uma Copa do Mundo é maravilhoso, é um privilégio. Eu não tenho a reclamar. Eu me diverti e aproveitei. Acordei cedo e cheguei tarde. Viajei de carro e avião.
Qual história ou bastidor marcante ficou dessa maratona de coberturas internacionais?
Nem tudo o que a gente posta e faz… Faz sozinho. A importância de quem está perto de você é fundamental. Na Copa do Catar, eu fiz questão de comprar a roupa típica, branca. Eles gostam [de ver o turista usar], como se fosse uma homenagem. Eu fui até o mercado tradicional deles e estava usando essa roupa. Fomos jantar e de repente uma menina estava gravando um conteúdo, fazendo embaixadinhas. O meu colega disse para ir até ela. "Vai lá, Danilão". A importância de alguém para incentivar. Ela era brasileira. Ficamos pensando [no que fazer]. "Vamos fazer o seguinte: me ensina uma dancinha. Pode ser 'Desenrola, bate, joga de ladinho'". Ela me ensinou a dancinha. E eu estava de Catari. Pronto, estava filmado. Aquela menina estava gravando conteúdo para Fifa. O vídeo foi postado pela Fifa com a legenda: 'Brasileira ensina Catari a dançar'. Mais de 30 milhões de visualizações. O pessoal brasileiro viu e falou: "Não! É o Danilo do Desimpedidos!". Foi uma oportunidade. Nas Olimpíadas de Paris [2024], um mexicano estava com uma caixa de som. Na época estava [o sucesso era] 'A barreira vai virar baile'. Quando ele colocou, brasileiros que estavam vieram dançar comigo. Foi gravado e postado: 20 milhões de visualizações. Espontaneidade e alguém próximo te orientando, incentivando, é sempre importante.
De que maneira você pretende levar o bom humor e a linguagem das redes sociais para a resenha das manhãs da N Sports?
O convite foi um presente pós-Copa. Eu volto de uma Copa ganhando a apresentação de um programa. Mais um marco, junto com o Vini Machuca. Ele é muito bom, com sacadas muito boas, muito inteligente. Tem o DJ Cereja, que conhece muito dos bastidores da bola. Essa resenha que a gente tem no vídeo é fácil. A dinâmica acontece antes do programa começar. Eu aprendi que quem está em casa quer se sentir parte daquela turma, daquele ambiente. O Deu Jogo não vai ser um programa só de informação. Eu quero que o espectador participe com a gente, que se sinta parte da nossa turma. É isso que eu aprendi e quero trazer para o programa.
No final da entrevista, Danilo Soto contou outra novidade: "Eu recebi uma ligação da Casper Líbero para ser professor de pós-graduação e começo terça-feira [25 de agosto]. O apresentador, jornalista, o mascote, o produtor, vai virar professor".
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