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Quem foi Platão, 'proibido' em universidade americana?

A Universidade do Texas mandou um professor não ensinar trechos de obras do filósofo grego por 'ideologia de gênero'

12 jan 2026 - 16h41
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Considerado um dos pilares da filosofia ocidental, Platão (427-347 a.C.) tornou-se o centro de uma discussão sobre censura na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, onde um professor foi advertido a retirar trechos da obra do filósofo grego de seu plano de aulas por "ideologia de gênero".

Segundo o The New York Times, o professor de filosofia Martin Peterson recebeu a orientação do seu chefe de departamento, sob a justificativa de que a disciplina deveria cumprir as novas diretrizes de educação que limitam a discussão sobre raça e gênero - as regras foram alteradas após pressão de conservadores do parlamento do Texas.

Quem foi Platão?

Platão foi um filósofo e matemático da Grécia Antiga, considerado um dos maiores pensadores da história da filosofia. Sua obra faz parte do currículo básico do ensino não só da disciplina, mas também de política, ética, retórica, arte, entre outros, e integra o imaginário popular, com expressões como "amor platônico".

Acredita-se que Platão nasceu em uma família nobre de Atenas. Foi discípulo de Sócrates e professor de Aristóteles - juntos, ele formam a tríade do pensamento grego. Platão, inclusive, é o principal responsável pelo registro das ideias de Sócrates, já que seu mestre transmitia o conhecimento apenas de forma oral.

Platão fez muitos viagens pela Grécia e pela antiga Europa e, quando tinha cerca de 40 anos, fundou a Academia de Platão, espaço de ensino e discussão sobre os mais variados temas. Foi lá onde escreveu parte de sua obra e de onde saíram muitos importantes filósofos gregos, sendo Aristóteles o mais célebre deles.

As teorias de Platão

Platão é responsável por algumas das teorias mais fundamentais da filosofia. É dele, por exemplo, o famoso Mito da Caverna, que (de forma bastante resumida) descreve prisioneiros em uma caverna vendo apenas sombras, acreditando que aquele é o mundo real. As sombras são projetadas pela luz do mundo de fora, que representam o conhecimento.

O filósofo apresentou essa alegoria em sua obra mais famosa, A República, para apresentar as noções de Mundo Sensível (das aparências, dos sentidos, o mundo físico) e Mundo Inteligível (das ideias, da razão e do conhecimento). Para Platão, era função do filósofo libertar-se do mundo sensível e levar os outros ao mundo do conhecimento.

Em A República (Edipro; tradução de Edson Bini), Platão também apresentou o que seria a sua sociedade ideal, explorando a ideia de justiça e como ela é constituída de forma individual e coletiva. A obra é comumente referida como a primeira utopia política.

Além disso, em obras como Fedro (Penguin-Companhia; tradução de Maria Cecília Gomes dos Reis) e Fédon ou Sobre a Alma (Penguin-Companhia; tradução de Gabriele Cornelli), Platão escreveu sobre o amor (especialmente o homoerótico) e a morte, respectivamente.

O The New York Times noticiou que, segundo o programa da Universidade do Texas, o curso que o professor Peterson planejava ministrar — Filosofia e Questões Morais Contemporâneas — examinaria "posições éticas representativas e sua aplicação a problemas sociais contemporâneos".

De acordo com o programa do curso, as leituras de Platão incluiriam passagens sobre a Escada do Amor e o mito de Aristófanes. Ambas fazem parte da obra O Banquete (Editora 34; tradução de José Cavalcante de Souza), em que Platão "trata da natureza multifacetada do Amor".

Estadão
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