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Quem é Matheus Possebon, cantor e empresário de Alexandre Pires, alvo de operação contra garimpo

Cantor e empresário são investigados pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento com o garimpo ilegal em terras indígenas. Empresa da qual ele é sócio diz que 'desconhece atividade ilegal'. Possebon não retornou contato

5 dez 2023 - 15h18
(atualizado às 16h59)
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Alexandre Pires
Alexandre Pires
Foto: Reprodução/Instagram/@alexandrepires_ / Estadão

O cantor Alexandre Pires e seu empresário, Matheus Possebon, são investigados pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento com o garimpo ilegal em terras indígenas. Endereços ligados ao artista e ao agente foram alvo de buscas nesta segunda-feira, 4, na Operação Disco de Ouro. O Estadão tentou contato com o artista e com Possebon, mas não teve retorno.

O site g1 informou que Matheus Possebon foi preso preventivamente nesta terça-feira, 4. Ao Estadão, a PF afirmou não informaria sobre eventuais prisões na operação. A reportagem tentou contato com Pires e Possebon para comentarem as acusações, mas não teve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.

Conforme a investigação, Pires teria recebido pelo menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada. Já o Possebon é suspeito de financiar o garimpo na Terra Indígena Yanomami. Ele seria um dos "responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes", aponta a PF.

Quem é Matheus Possebon?

Além de gerenciar a carreira de Alexandre Pires e ser um dos executivos da produtora de eventos Opus Entretenimento, Matheus Possebon cuida de Ana Carolina, Daniel, Jota Quest, KLB, Luccas Neto, Seu Jorge, Raça Negra, Roupa Nova pela firma.

O empresário também é cantor e teve sua própria carreira musical. No YouTube, alguns de seus clipes musicais acumulam mais de 65 mil visualizações, como "Cruzando raios", faixa em parceria com Jonathan Corrêa.

A Opus Entretenimento se pronunciou sobre o caso e disse desconhecer qualquer envolvimento com atividade ilegal que possa estar "relacionada a colaboradores e parceiros da empresa" (leia íntegra da nota abaixo).

A investigação foi aberta depois de a Polícia Federal apreender quase 30 toneladas de cassiterita extraída ilegalmente na sede de uma das empresas suspeitas em janeiro de 2022. O carregamento seria enviado ao exterior.

A cassiterita é encontrada na forma de rocha bruta. Ela costuma ser vendida na forma de um pó concentrado, obtido após o processo de mineração. Também é útil para a extração de estanho.

Os policiais cumpriram dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão em Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). A Justiça Federal também autorizou o bloqueio de até R$ 130 milhões em bens dos investigados.

Alexandre Pires fez sucesso no início dos anos 1990 com o grupo de pagode Só Pra Contrariar. Dez anos depois, decidiu fazer carreira solo. O cantor tem mais de 18 milhões de discos vendidos.

    Nota da Opus Entretenimento

    "A Opus Entretenimento, presente há 47 anos no mercado de eventos, fomentando há décadas a cultura e o entretenimento no país, vem a público informar que desconhece qualquer atividade ilegal supostamente relacionada a colaboradores e parceiros da empresa.

    Em relação a Alexandre Pires, uma das grandes referências da música brasileira, a Opus, responsável pela gestão de sua carreira, manifesta sua solidariedade ao artista, confiando em sua idoneidade e no completo esclarecimento dos fatos.

    A Opus mantém o seu compromisso de promover a cultura e levar o entretenimento ao público brasileiro."

    *Colaboração Rayssa Motta e Fausto Macedo

    Estadão
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