Por que o resgate do corpo de Juliana Marins pode levar até 8 horas para ser concluído?
Família da jovem detalha operação delicada de resgate no Monte Rinjani e agradece apoio nas redes sociais
A remoção do corpo de Juliana Marins, jovem brasileira que morreu após cair de um penhasco na Indonésia, está exigindo uma operação extremamente delicada e demorada. Segundo a família, o processo completo de retirada pode levar até oito horas. O trajeto acidentado e o difícil acesso à região do Monte Rinjani, onde ocorreu o acidente, explicam a complexidade do resgate.
Nas redes sociais, os parentes de Juliana informaram que, por volta das 14h45 (horário local), a equipe de rapel concluiu o içamento da maca até o topo da encosta. Pouco depois, às 15h, iniciou-se o transporte do corpo até a entrada do parque, ponto final do trajeto terrestre. "Está sendo tudo feito com extremo cuidado e respeito", disse a família em nota.
A operação, marcada por diversos desafios, chegou a ser interrompida em dias anteriores devido às fortes neblinas e ao clima instável da região montanhosa. Ainda assim, os socorristas mantiveram os esforços com dedicação. Ao todo, três equipes especializadas atuaram no local, posicionadas em pontos estratégicos da montanha para facilitar o deslocamento da maca.
Morte de Juliana
A jovem estava desaparecida desde o último final de semana, e sua morte foi confirmada na terça-feira, 24, após drones localizarem seu corpo a cerca de 650 metros abaixo da trilha. O caso ganhou repercussão nacional, levantando questionamentos sobre a segurança nas trilhas turísticas da Indonésia e a atuação de guias locais.
O trajeto para a retirada final segue com previsão de ser concluído ainda nesta noite. Segundo os familiares, se não houver novos imprevistos, a chegada ao ponto de apoio principal deve acontecer por volta das 22h30 no horário local. A família também agradeceu todas as mensagens de apoio e pediu respeito neste momento de luto.
Veja o momento do resgate:
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