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‘Os 7 de Chicago' relembra julgamento histórico nos EUA

Em nova produção da Netflix, manifestantes são acusados de conspiração durante protestos contra a Guerra do Vietnã em 1968

15 out 2020
16h41
atualizado às 16h56
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Como se sabe, a década de 60 foi marcada por uma intensa efervescência cultural e por manifestações populares que se espalharam pelo globo - e os Estados Unidos não ficaram de fora dessa revolução.

Cena do filme "Os 7 de Chicago", que estreia no dia 16 de outubro na Netflix
Cena do filme "Os 7 de Chicago", que estreia no dia 16 de outubro na Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

Em abril de 1968, um dos mais importantes líderes do movimento negro dos EUA, Martin Luther King, foi assassinado a tiros em Memphis, Tennessee, o que gerou uma série de revoltas populares por todo o país. Já em agosto do mesmo ano, o país enfrentou uma das mais potentes manifestações de massa de sua história.

Durante a Convenção Nacional do Partido Democrata de 68, marcada para acontecer em Chicago, milhares de pessoas se deslocaram de outras partes do país para protestar contra a Guerra do Vietnã, que estava mandando jovens americanos para morrerem no front de batalha.

Mas o que era para ser um protesto pacífico se transformou em um violento confronto com a polícia e a Guarda Nacional. Meses após os protestos, com a vitória do Partido Republicano nas eleições, o governo dos EUA decidiu processar oito jovens acusados de liderar o movimento e incitar a desordem. Entre eles, nomes como Abbie Hoffman, Jerry Rubin, Tom Hayden e Bobby Seale - líder do movimento dos Panteras Negras, que acabou tendo seu caso anulado por não fazer parte do grupo.

Na nova produção da Netflix, que estreia no dia 16 de outubro, acompanhamos a história real de um dos mais famosos (e controversos) julgamentos da história dos Estados Unidos. O júri se reuniu ao longo de seis meses e ouviu cerca de 200 testemunhas. De cunho extremamente político, o julgamento escancarou o racismo institucional, a violência policial e a tentativa de suprimir manifestações contrárias ao governo.

Além de relembrar um dos momentos mais importantes da história, desconhecido para muitos jovens das novas gerações, o filme serve como um alerta para situações que ainda hoje ocorrem em todo o mundo.

Em entrevista, os atores Jeremy Strong e Yahya Abdul-Mateen falaram sobre a filmagem do longa e sobre as semelhanças entre o período retratado com os dias atuais. Veja abaixo:

 

Fonte: Equipe portal
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