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Violonista de sucesso, Yamandu Costa une trio clássico em SP

Violonista se apresenta com Thiago Espírito Santo (baixo) e Edu Ribeiro (bateria), formação consagrada que rendeu turnês mundiais, CD e DVD

28 nov 2019
10h58
atualizado às 18h15
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Um dos maiores nomes do violão brasileiro, o gaúcho Yamandu Costa se consagra como um grande virtuose, no nível de Baden Powell e de Paulinho Nogueira. Conhecido mundo afora, o músico conversou com o Terra em meio aos preparativos de sua apresentação única no Teatro Opus nesta sexta-feira (29), na qual reúne a formação clássica do Yamandu Trio “É uma história de muita afeição, de lembranças, do início de uma vida, quando mudei para São Paulo, em 1999, 2000. O Brasil passava por uma revitalização das linguagens da música brasileira. Foi uma época bem interessante”.

Agora com quase 40 anos de idade e uma carreira consagrada mundo afora, Yamandu prepara uma mudança gradual para Lisboa, a fim de ficar mais próximo dos locais onde se apresenta na Europa. Em nossa conversa, o músico também discorre sobre sua nova fase da carreira, bem como o reencontro com seus velhos parceiros de trio.

Yamandu Costa se apresenta no teatro Opus nesta sexta (29).
Yamandu Costa se apresenta no teatro Opus nesta sexta (29).
Foto: Isabela Kassow

Você se reuniu, depois de tantos anos, com a formação original de seu trio. Você estava com saudade dos músicos? Por que a decisão?

Muita, muita [saudade]… É uma história de muita afeição, de lembranças. Do início de uma vida, quando mudei para São Paulo, em 1999, 2000. O Brasil passava por uma revitalização das linguagens da música brasileira. Foi uma época bem interessante. E a gente ali tinha uns 20 anos, com aquela vitalidade toda… Acabamos nos encontrando em São Paulo e montando essa formação, com quem eu viajei bastante, gravei discos, coisas importantes.  Gravamos no Japão, um DVD em São Paulo, que na época era uma linguagem nova. Então, imagina pra mim como é essa emoção de encontrar com eles.

Para você, como instrumentista, qual a diferença de tocar em um formato de trio em relação a se apresentar com seu violão solo? 

A dinâmica é completamente diferente. Você ter uma bateria no palco, um baixo elétrico, é uma outra configuração. O volume, a pressão do som é muito maior. Não tem comparação. O formato solo é muito mais intimista, você tem outro tipo de relação com a plateia. Cada coisa coisa tem o seu lugar.

Mudando de assunto: Você está se mudando para Lisboa?

Estou em processo. Já estou com uma casa lá, tô indo agora pra passar Natal e Ano Novo com a família, tô montando meu estúdio lá. Na verdade, tô fazendo isso de uma maneira mais estratégica, que as coisas tão acontecendo muito lá fora pra mim. No ano passado eu fiz 15 viagens para a Europa, fora a Ásia e Estados Unidos. Então, é pra ficar um pouco mais confortável, não só para mim, mas também pra família.

Há muitos artistas brasileiros, principalmente da música instrumental e do jazz, que acabam encontrando mais sucesso no exterior do que em nosso país. Você acha que isso é consequência da educação cultural brasileira?

Eu nunca senti isso. Eu achava e acho muito importante ser reconhecido em sua terra, e isso é uma coisa que eu consegui. Algo que não é fácil, a gente sabe, porque nosso país ainda tem muita carência dessa formação educacional, não só cultural mas também profissional. Estamos muito atrasados nesse quesito, de você conseguir apreciar e dar valor a uma obra de arte, uma música mais elaborada… Isso é um problema social que nós temos, que tá muito longe de ser resolvido. Mas eu sempre achei muito importante você de alguma maneira representar seu povo e conseguir ter uma história bonita no seu país.

O que vocês prepararam para o show desta sexta-feira?

Uma relembrança do repertório que a gente tocava naquela época, só que com uma diferença de mais de 18 anos. Essa formação é uma relação de muita felicidade e amizade.

Serviço: Yamandu Costa, Edu Ribeiro e Thiago Espírito Santo
Quando: Sexta Feira, 29 de Novembro, a partir das 21h

Local: Teatro Opus (Av. das Nações Unidas, 4777, Alto dos Pinheiros, São Paulo - SP)

Ingressos: Disponíveis no Uhuu.

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Fonte: Equipe portal
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