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Simony é acusada de agredir funcionária de empresa aérea

A cantora trava uma batalha judicial após ser impedida de viajar com seus quatro filhos em fevereiro deste ano, nos Estados Unidos

7 jun 2024 - 08h11
(atualizado às 16h41)
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Foto: Instagram/Simony / Pipoca Moderna

Simony foi acusada de agredir uma funcionária da Delta Airlines em fevereiro no aeroporto de Orlando, nos Estados Unidos. A acusação foi feita pela companhia aérea num processo movido pela própria cantora, após ela ser impedida de embarcar com seus quatro filhos em um voo com destino ao Brasil.

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No início deste ano, a artista contou que se desentendeu com uma funcionária que os atendeu por último entre os passageiros, apesar dela estar de cadeira de rodas no aeroporto. A profissional exigiu que despachassem suas bagagens de mão, mas ela se recusou a despachar, argumentando que continham medicamentos do tratamento contra um câncer de intestino.

A discussão escalou rapidamente, com a funcionária adotando um tom mais agressivo e insistindo no despacho, já colocando tíquetes nas bagagens. Diante da recusa da família, ela determinou que nenhum deles embarcaria, mandando fechar o voo. "Eu comecei a ficar nervosa. Eu estava na frente dos meus filhos, na cadeira de rodas. Aí ela falou para o cara que estava me empurrando: 'Tira ela agora. Nenhum deles vai viajar'", relatou Simony.

Nesse momento, Simony levantou da cadeira para protestar contra a atitude da funcionária, mas acabou desmaiando com a tensão e precisou ser socorrida por seu filho mais velho, Ryan Eduardo. O incidente provocou choro entre os filhos, preocupados com o estado de saúde da mãe. Após o episódio, ela pediu uma indenização de R$ 55,3 mil pelo tratamento da funcionária da Delta.

Resposta da empresa

Por outro lado, a Delta Airlines disse à Justiça brasileira que Simony começou a gritar ao ser informada que seus pertences seriam despachados no compartimento do avião devido ao excesso de bagagens. A empresa ainda alegou que a famosa foi orientada a organizar seus medicamentos em uma única mala.

"Simony não apenas se recusou a atender às orientações, mas também teve comportamento agressivo com a funcionária, gritando, ofendendo-a e agredindo-a fisicamente", afirmou a Delta, que anexou no processo um relato interno da comissária envolvida na confusão.

"A passageira levantou da cadeira de rodas e começou a gritar comigo, causando perturbação e começou a me culpar e me segurou pelo braço direito. Pensei que ela e seu grupo iam me agredir, e me afastei porque precisava de ajuda. Chamei a polícia imediatamente, quando a passageira agarrou meu ombro, me empurrou em direção à parede, machucando meu ombro", declarou a funcionária.

Relato inverídico

Simony negou a acusação, afirmou que o relato é inverídico e garantiu que jamais agrediu a funcionária da empresa aérea. A advogada Jamila Gomes, que a representa, destacou que as câmeras de segurança do aeroporto podem comprovar que não houve agressão.

"Este episódio jamais ocorreu, pois não é da índole dos autores [Simony e familiares], até mesmo em razão de Simony estar, no presente momento, em tratamento contra o câncer. Como é de conhecimento de todos, esta patologia deixa os seus pacientes mais introvertidos, cansados em razão da medicação e, por vezes, debilitados, motivo pelo qual a empresa exigiu que ela ingressasse na área de embarque fazendo uso de cadeira de rodas", afirmou Jamila.

A advogada também reforçou que não houve qualquer justificativa plausível para impedir o embarque ao Brasil, obrigando a família permanecer nos Estados Unidos sem qualquer respaldo da companhia aérea e exigindo a compra de novas passagens aéreas.

O processo ainda não foi julgado.

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