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"Onda de conservadorismo": Pabllo Vittar critica falta de patrocínio à Parada LGBTQIAPN+

Pabllo Vittar usou suas redes sociais para fazer um desabafo sincero e contundente que reverberou na internet. Sem papas na língua, a artista criticou a ausência de grandes marcas no apoio à Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo, considerada a maior do mundo. O evento sofreu uma queda drástica nos investimentos. Confira mais notícias sobre Pabllo […] O post "Onda de conservadorismo": Pabllo Vittar critica falta de patrocínio à Parada LGBTQIAPN+ apareceu primeiro em POPline.

22 mai 2026 - 13h27
(atualizado às 13h36)
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Pabllo Vittar usou suas redes sociais para fazer um desabafo sincero e contundente que reverberou na internet. Sem papas na língua, a artista criticou a ausência de grandes marcas no apoio à Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo, considerada a maior do mundo. O evento sofreu uma queda drástica nos investimentos.

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(Foto: Instagram @pabllovittar)
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Para Pabllo, o esvaziamento financeiro do evento é um reflexo direto do momento político atual e expõe a hipocrisia de empresas que praticam o chamado pinkwashing (lucrar com a causa sem um compromisso real).

"A Parada LGBT de São Paulo, vulgo a maior parada LGBT do mundo, perdeu mais de 60% dos patrocínios esse ano. E todo mundo sabe que é por conta dessa onda de conservadorismo que a gente vem vivendo, que afeta muito as nossas festividades, afeta o jeito como a gente vive, afeta como as pessoas pensam e olham para a nossa comunidade", iniciou a cantora.

Comunidade gera lucro, mas sofre silenciamento

A artista fez questão de lembrar o impacto econômico bilionário que a comunidade LGBTQIAPN+ gera para o comércio, turismo e grandes corporações. Critica o fato de o público ser bem-vindo para gastar, mas ignorado na hora de ser defendido pelas marcas.

"Ano passado a Parada movimentou bastante dinheiro, mas sabe por quê? Porque a população LGBT também gasta, pega carro de aplicativo, usa cartão de crédito, usa banco, consome, vai a restaurante, lota hotel", pontuou.

Pabllo direcionou sua crítica diretamente ao oportunismo comercial que acontece durante o mês de junho:

"Então é muito fácil, no Mês do Orgulho, colocar bandeira colorida no ícone, trocar a foto de perfil para algo colorido, colocar a logo da sua marca com as cores da bandeira, sendo que esse apoio não é um apoio verídico, não é um apoio verdadeiro para a nossa comunidade. Cadê as marcas esse ano que já estiveram por aí com bandeira colorida nos ícones e esse ano não estão presentes com a gente?"

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"Não é só uma festa, é um manifesto"

Visivelmente descontente com a situação, Pabllo Vittar destacou que o recuo financeiro das empresas funciona como uma tentativa de invisibilizar a existência e a luta histórica do movimento.

"Esse silenciamento diz muito sobre quem está do nosso lado e quem realmente só quer fazer dinheiro. (…) É uma festa muito importante que não é só uma festa: é sobre a nossa vivência, é sobre quem a gente é, sobre os nossos direitos. A gente não pode retroceder, a gente tem que andar adiante", defendeu.

A drag queen mais seguida do mundo finalizou convocando os fãs a cobrarem posicionamento real do mercado e lembrou qual é o verdadeiro propósito de ocupar as ruas:

"A Parada não é só uma festa, é um manifesto onde a gente mostra para a população que estamos vivos aqui, que existimos também. Me deixa muito triste saber que muitas das marcas que já apoiaram essa festa não estão mais nem aí para a gente. E quando a gente vê isso, a gente encara como um silenciamento, como se a gente não existisse, como se a vida da gente não importasse. Mas na hora de trazer 'papo pop' para movimentar a internet e para causar junto com a gente, é ótimo. Para ganhar dinheiro, para engajar… porque eles sabem que a gente engaja."

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