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Sepultura toca música pela 1ª vez no RiR e anuncia disco

'Isolation' deve ser lançado em fevereiro de 2020, segundo anúncio de Andreas Kisser no palco do festival

4 out 2019
18h44
atualizado às 20h36
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Se depender do ritmo que o Sepultura impôs ao Palco Mundo, no fim da tarde desta sexta-feira, 4, o fã do Rock in Rio presente na Cidade do Rock vai embora hoje com problemas na audição - e com muitos hematomas se quiser se envolver nas rodas que se formam em todos os shows.

Em sua nona participação no festival, entre edições brasileiras e estrangeiras, a banda mineira encerrou um ciclo e deu partida para outro, que começa com um novo disco prometido para fevereiro de 2020. Isolation, a faixa título do álbum, foi executada pela primeira vez aqui - e trechos da apresentação serão usados no clipe da canção.

 Sepultura se apresentou no Palco Mundo, no fim da tarde desta sexta-feira (4)
Sepultura se apresentou no Palco Mundo, no fim da tarde desta sexta-feira (4)
Foto: Divulgação

O show encerra a turnê de Machine Messiah, que havia começado no Palco Sunset do Rock in Rio 2017. "Com todo o respeito aos outros dias do festival, esse é o melhor, porque o metal é foda!", diz Andreas Kisser depois de performances explosivas de Arise (1991), Territory (1993) e Phantom Self (2017). Choke e Attitude dão partida com instrumentos de percussão tipicamente brasileiros, como o berimbau, uma forma definidora do DNA do Sepultura.

Sem se comunicar tanto com a plateia, o Sepultura vê as tradicionais rodas se armar à sua frente apenas com a qualidade do heavy metal que a tornou a banda mais internacional do Brasil. Numa mensagem sutil, Andreas Kisser toca Kairos com uma guitarra promocional com as cores do arco-íris LGBT+.

Para aplausos entusiasmados, a banda exibe uma foto de André Matos no telão, e tocam um trecho de Carry On, um dos clássicos do Angra, de 1993. Mattos morreu em junho, aos 47 anos, por conta de uma parada cardíaca. Refuse/Resist, de melodias e letra destacadas no repertório do show, vem em seguida.

Angel, de 2003, é um dos raros momentos de "respiro" no show, quando o vocalista Derrick Green usa seu rugido numa letra que mistura a agressividade geral do som do Sepultura com reflexões sombrias sobre um amor esquisito. O baixista Paulo Jr e o baterista Eloy Casagrande completam a escalação - em 2017, o Sepultura convidou ao Sunset a Família Lima, e talvez os arranjos de cordas naquela ocasião tenham trazido uma leveza que agradou mais aos não-fãs do metal.

Mas em 2019 o Rock in Rio reviveu o "dia do metal" e com sucesso - o público na Cidade do Rock, ocupada por cabeludos e camisetas pretas, já ocupava a maior parte dos espaços disponíveis no Palco Mundo.

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Estadão
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