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CPM 22 e Raimundos despertam Palco Mundo com rock nostalgia

As duas bandas abriram noite com show punk que esvaziou os outros cantos da Cidade do Rock

28 set 2019
20h38
atualizado às 21h24
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O dia que amanheceu chuvoso nos céus da Cidade do Rock não desinamou o público que enfrentou uma garoa chata para acompanhar as bandas CPM 22 e os Raimundos abrirem o Palco Mundo no Rock In Rio 2019.

A programação já anunciava uma noite de rock nostalgia no festival, com Titãs e Whitesnake, mas foi no Palco Mundo que o rock alternativo resgatou a memória jovem e adolescente cultivada nos anos 1990 com um público fiel em cada verso. "Você imaginava que aquele quarto sujo lá em Brasília ia te trazer aqui, um dia", brincou o vocalista Badauí, do CPM, para Digão, dos Raimundos.

Nem bem tinha começado o som no Palco Mundo, o primeiro acorde de Mulher de Fases atraiu um público ávido por ocupar cada canto ainda encharcado em frente a banda. Era a melhor hora para casais apaixonados reafirmarem seus votos enquanto os solteiros se jogavam numa ciranda punk.

Raimundos e CPM22 criam clima de nostalgia no Rock In Rio 2019
Raimundos e CPM22 criam clima de nostalgia no Rock In Rio 2019
Foto: Renan Olivetti/ Rock In Rio / Divulgação

A garoa que ainda insistente foi espantada com Dias Atrás. Não é estranho relembrar o caminho de sucesso dessas bandas, desde a conquista de espaço na rádio até chegar ao grande público. "Se eu tocar no seu radin, choro até o fim, só pra rimar com im, pois se eu ganhar "din din", cê vai gostar de mim". E, por um momento, o mundo da internet e das plataformas de música são incapazes de calar o sentimento juvenil nos versos de A Mais Pedida, dos Raimundos.

Também teve espaço para as músicas mais impronunciáveis que, naquela época não tocariam por conta da linguagem, como os Ocê é um cara manêro, Cê é bunito demais, de Reggae do Manêro, além de Eu Quero Ver o Oco.

Badauí parou para reafirmar a força do rock diante de um público incansável. "Fico pensando em quem diz que o rock ta morto. Quem diz isso é que está morto."

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Estadão
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