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Quase 30 anos depois de 'Miseducation', Lauryn Hill explica o porquê de nunca ter lançado um segundo álbum

Cantora respondeu a uma publicação nas redes sociais que listava possíveis razões para a ausência de um sucessor 'The Miseducation of Lauryn Hill'

19 mai 2026 - 08h45
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Quase três décadas após o lançamento de The Miseducation of Lauryn Hill (1998), Lauryn Hill voltou a falar sobre por que nunca lançou um segundo álbum. A resposta veio nos comentários de uma publicação do perfil FRAIM World no Instagram, que listava possíveis razões para a ausência de um projeto seguinte, entre elas batalhas pela propriedade criativa e o esgotamento que acompanha o sucesso repentino.

Foto: Kevin Winter/Getty Images para The Recording Academy / Rolling Stone Brasil

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A cantora colocou no centro da discussão algo que, segundo ela, raramente é mencionado: o desgaste. "Quando você é inspirada e deseja ser íntegra, o que não se fala o suficiente é sobre o desgaste... nem sobre o desafio de encontrar segurança para criar com integridade", escreveu. Ela também criticou a forma como a indústria tende a reduzir tudo a dinheiro, esquecendo o que chamou de "senso" — a dimensão humana e artística por trás das decisões criativas. Confira:

Hill também fez uma distinção importante sobre como The Miseducation foi feito. "Nem The Score nem The Miseducation foram criados porque nos 'permitiram' representar o que representamos — lutamos por cada centímetro. O sucesso estrondoso pode gerar ganância que começa a degradar a arte em nome do dinheiro. Somos pessoas vivendo tudo isso", escreveu.

A cantora foi além e se posicionou como alguém que enfrentou resistência sistêmica ao tentar falar verdades incômodas. Ela se comparou a uma "figura como Harriet Tubman", dizendo que corria "para falar a verdade difícil ao poder antes que certas forças tentassem fechar essas portas". "Sistemas temem o que não podem controlar", escreveu.

Não é a primeira vez que Lauryn Hill aborda o tema com tanta franqueza. Em entrevista à Rolling Stone EUA em 2021, ela revelou que sua gravadora nunca entrou em contato para perguntar como poderia ajudá-la a fazer um novo álbum. "Com The Miseducation, não havia precedente. Eu estava, na maior parte, livre para explorar, experimentar e me expressar. Depois dele, havia obstrucionistas com tentáculos, política, agendas repressoras, expectativas irreais e sabotadores em todo lugar", disse na ocasião.

Confira o posicionamento completo

Quando você se inspira e deseja agir com princípios, o que não se fala o suficiente é sobre o desgaste… nem sobre o desafio de encontrar segurança para que você possa criar com integridade. A maioria enxerga oportunidade apenas como dinheiro e, muitas vezes, exclui o "senso". Nem The Score nem The Miseducation foram feitos porque nos "permitiram" representar o que representamos — lutamos por cada centímetro. Um sucesso avassalador pode gerar ganância, que começa a degradar a arte em nome do dinheiro. Somos pessoas vivendo tudo isso. Essas conversas deveriam permitir mais nuances. Artistas passam por fases; a criatividade exige expressão, exploração e experimentação. Houve quem odiasse o álbum Unplugged e, ainda assim, hoje algumas pessoas juram pela relevância dele. Em certos aspectos, eu fui como uma figura à la Harriet Tubman, correndo para dizer verdades difíceis ao poder antes que certas forças tentassem fechar aquelas portas. Se era tão fácil fazer isso, onde está essa expressão agora, no palco do mundo? Sistemas temem o que não conseguem controlar. A criatividade é mais potente quando é livre. Se eu não tivesse feito mais nada, eu introduzi padrões e possibilidades para uma geração que nem sabia que podia operar naquele nível antes disso. Muitas vezes eu faço coisas fora do apoio do sistema antes mesmo que as pessoas percebam o que eu fiz. Então vem outro artista que valoriza a inspiração, reconhece o valor dela e a reapresenta a um público que, então, está pronto para recebê-la.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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