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Como Lykke Li, cantora que se apresenta no Brasil no próximo fim de semana, foi parar em 'Iceman', de Drake?

A cantora sueca relembra o hit que a revelou em 2011, "I Follow Rivers", e por que ouvi-lo no novo álbum de Drake pareceu destino

19 mai 2026 - 08h45
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Lá em 2008, a artista sueca de indie pop Lykke Li recebeu um pedido para samplear sua música "Little Bit".

Fotos: Xavi Torrent/WireImage e Simone Joyner/Getty Images para ABA
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Foto: Rolling Stone Brasil

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"Foi só um e-mail, tipo: 'Ei, esse cara pode usar essa música?'", lembra Li.

Esse cara era Drake, e a batida assombrosa e minimalista da canção acabou indo parar na compilação dele de 2009, So Far Gone, ajudando a lançar o rapper no seleto clube das superestrelas globais.

Agora, quase 20 anos depois, Li aparece em outro álbum de Drake — desta vez na forma de uma interpolação de sua música assinatura, "I Follow Rivers", de 2011, que o rapper usa na faixa Iceman (2026), "Janice STFU". É uma acusação mordaz contra a fofoca e os falastrões da internet, em que Drake ataca rivais e o barulho constante de comentários e críticas em torno da carreira dele.

https://www.youtube.com/watch?v=SD4yRDY9mek

Quando conversava por telefone com a Rolling Stone EUA, Li tinha acabado de voltar de "colocar a música no carro no talo com minha melhor amiga", ela diz. "Eu acho potente. Tem essa energia crua de vingança do hip hop."

Assim como na última vez em que Drake cruzou o caminho dela, Li ficou sabendo por meio de uma mensagem de texto enviada pelo coautor Rick Nowels (Peter Björn and JohnBjörn Yttling, colaborador de longa data de Li, também é creditado). "Eu achei que o [Rick] estava me zoando", ela diz. "Aí chegou o e-mail."

Dizer que "I Follow Rivers" teve uma longa cauda seria uma metáfora meio misturada. A música, um dos destaques do álbum Wounded Rhymes (2011), ganhou um impulso extra por causa de um remix dançante popular do DJ/produtor belga The Magician. Li reconhece a ressonância do que se tornou seu maior sucesso. "Quer dizer, é o presente mais misterioso e incrível da minha carreira, porque teve tantas vidas e diferentes versões", ela diz.

De fato, covers, remixes e misturas de "I Follow Rivers" se multiplicam no YouTube e nas redes sociais, um fenômeno que Li compara a "uma escritura, um verso, um hino". Ela completa: "Volta à minha sensação do que é a música — de que a gente só está baixando algo que, de alguma forma, existe em Deus ou no universo. … Com certas músicas, há uma alquimia ou simetria que permite que elas tenham vida própria no mundo. E, como compositora, esse é o maior desejo. Sou muito grata e abençoada por ter uma dessas músicas que nem pertence a mim. Ela tem vida própria."

Como prova disso, Li conta que seu filho de dois anos recentemente cantou para ela "Deep sea, baby", um verso do refrão marcante. "Eu nunca tinha tocado a música para ele", ela se espanta. "Parece que tinha uma babá no parque que estava tocando a música. Então ele descobriu 'I Follow Rivers' por outra pessoa."

No mês passado, Li cantou esse mesmo verso para dezenas de milhares no Coachella, quando se apresentou no palco Outdoor Theatre em um horário de fim de tarde.

Quanto ao enorme lançamento em trilogia de Drake, Li confessa que seu tempo de tela é limitado e que ainda não absorveu os três álbuns. (Iceman, Habibti e Maid of Honour saíram à meia-noite de 15 de maio.) Mas ela tem pensado no rapper, que não conhece pessoalmente. "Estranhamente, eu estava com muita vontade de ouvir Drake e tenho escutado 'Marvin's Room' ultimamente", ela diz. "O Drake antigo foi muito uma era. Quando você entrava numa sala e tocava 'Hotline Bling' … Então, sim, eu estava com saudade dele."

Em maio, Li lançou The Afterparty (2026), seu primeiro álbum em quatro anos. O LP de nove faixas é uma oferta muito mais crua na discografia dela, explorando temas de espiritualidade, morte do ego e a psique humana. Dizem que pode ser o último álbum dela, embora Li só tenha confirmado que tem interesse em explorar arte fora da música. "Eu não quero passar a vida dentro do sistema. Como você passa o dia é como você passa a vida. Então o que você quer fazer? Eu quero viver numa ilha remota e meditar. Eu quero zarpar e ir embora", ela disse à Nylon recentemente.

Lykke Li se apresenta no Rio de Janeiro em 22 de maio e em São Paulo em 24 do mesmo mês.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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